Prontuário eletrônico e qualificação dos processos em saúde

um estudo sobre aceitação tecnológica e gestão da informação em clínica-escola

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21728/asklepion.2026v5n2e-140

Palavras-chave:

prontuário odontológico, gestão da informação, transformação digital, sistemas de informação em saúde, inovação em saúde

Resumo

A transformação digital na saúde tem promovido mudanças significativas na organização dos serviços, especialmente por meio da incorporação de sistemas de informação e do prontuário eletrônico do paciente. Essas tecnologias contribuem para a organização, integração e disponibilização das informações clínicas, favorecendo a comunicação entre profissionais, a tomada de decisão e a qualificação dos processos assistenciais e gerenciais. Este estudo teve como objetivo compreender a percepção dos usuários de uma clínica-escola de odontologia sobre a adoção do prontuário eletrônico e sua contribuição para a melhoria dos processos informacionais em saúde. Trata-se de uma pesquisa descritiva, exploratória e de abordagem quantitativa, realizada com integrantes da comunidade acadêmica e institucional de uma clínica-escola de odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário estruturado, abordando aspectos relacionados à experiência dos usuários com tecnologias digitais, contato com prontuários eletrônicos e percepção sobre seus benefícios para a gestão das informações, comunicação e atividades institucionais. Os resultados evidenciaram uma percepção favorável dos participantes quanto ao potencial do prontuário eletrônico como ferramenta de apoio à organização dos dados, integração dos processos de trabalho e melhoria da comunicação entre os setores. Conclui-se que a adoção do prontuário eletrônico representa uma mudança organizacional que depende não apenas da infraestrutura tecnológica, mas também da capacitação dos usuários, da adaptação dos fluxos de trabalho e da aceitação dos profissionais para sua efetiva utilização.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Talita Araújo de Andrade, UFRN

Servidora Técnico administrativa na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (desde 2017). Mestra em Gestão de Processos Institucionais - UFRN (2023) .Licenciada em Química/UFRN(2013) e Bacharel em Aquicultura pela UFRN (2009). Tem interesse em nas áreas de Ciência da Informação aplicada à saúde, gestão e arquitetura da informação e processos organizacionais em saúde.

Adriano Charles da Silva Cruz, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Adriano Cruz realizou estágio pós-doutoral em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP, 2018) e pela Universidade Federal de Pernambuco (2025). É doutor em Linguagens e Cultura pela Universidade Federal da Paraíba e mestre em Comunicação pela UFPE, com períodos de intercâmbio acadêmico na Université Paris Nanterre, na Universidad Distrital Francisco José de Caldas e na USP. É Professor Associado IV do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Processos Institucionais e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia. Atua nas áreas de comunicação organizacional, comunicação, gestão da comunicação e mídias digitais, com ênfase em estratégias comunicacionais, processos institucionais e produção de sentido nas organizações.

Mônica Karina Santos Reis, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação (2006) e em Pedagogia (2020) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Especialização em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação (2010) e em Tecnologias Educacionais (2019) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Doutorado em Educação (2018) e Mestrado em Educação (2013) pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Pesquisadora Permanente do Grupo de Estudos da Complexidade (GRECOM) e atualmente é membro do grupo de pesquisa Observatório da Educação Pública, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. Atua como servidora pública, exercendo o cargo de Bibliotecária Documentalista na Biblioteca Setorial Prof. Alberto Moreira Campos, do Departamento de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte desde 2009 e atuou como Professora Substituta (2021-2023) e (2025-2026) do Departamento de Fundamentos e Políticas da Educação, do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Possui interesse nas áreas de Competência Informacional, Letramento Informacional, Indexação, Pesquisa em Bases de Dados, Metodologias de Pesquisa, Ensino e Aprendizagem, Psicologia Educacional, Metodologias Ativas, Gamificação e Tecnologias Educacionais.

Referências

BARBALHO, Ingridy M. P. et al. Electronic health records in Brazil: prospects and technological challenges. Frontiers in Public Health, v. 10, 2022. DOI: 10.3389/fpubh.2022.963841.

BESERRA, Letícia Regina Marques et al. Impactos e desafios do uso de prontuários eletrônicos na prática odontológica: uma revisão de escopo. Revista de Atenção à Saúde, v. 19, n. 70, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.13037/2359-4330.8197.

BRASIL. Ministério da Saúde. A experiência brasileira em sistemas de informação em saúde: volume 1: produção e disseminação de informações sobre saúde no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégia de saúde digital para o Brasil 2020–2028. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

CRESWELL, John. W.; CRESWELL, J. David. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 6. ed. Porto Alegre: Penso, 2021.

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 2. ed. São Paulo: Senac, 2006.

CUNHA, Diego de Oliveira da et al. Fatores determinantes da adoção de sistemas de informação em saúde: um estudo sobre o prontuário eletrônico médico em unidades de saúde da atenção primária. Revista Tecnologia e Sociedade, Curitiba, v. 19, n. 58, p. 79-104, 2023.

DAVIS, Fred. D. Perceived usefulness, perceived ease of use, and user acceptance of information technology. MIS Quarterly, Minneapolis, v. 13, n. 3, p. 319-340, 1989.

DAL SASSO, Grace Teresinha Marcon et al. Domínios, competências e habilidades em informática em saúde e saúde digital: análise documental. Journal of Health Informatics, São Paulo, v. 16, p. 1-11, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.59681/2175-4411.v16.2024.1440. Acesso em: 03 jun. 2026.

DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998.

GALVÃO, Maria Cristiane Barbosa; RICARTE, Ivan Luiz Marques. O prontuário eletrônico do paciente no século XXI: contribuições necessárias da ciência da informação. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 2, n. 2, p. 77-100, 2011.

GONDIM, Flávio Murilo Lemos et al. A utilização do prontuário eletrônico odontológico: revisão narrativa da literatura. Research, Society and Development, São Paulo, v. 11, n. 15, 2022.

HOHENBERGER, Glaucia Fragoso; SILVA, Filipe Santana; AZAMBUJA, Marcelo Schenk. Implantação e uso do prontuário eletrônico na Atenção Primária à Saúde: panorama do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, João Pessoa, v. 26, n. 3, 2022.

KRUSE, Clemens Scott et al. Evaluating barriers to adopting electronic health records in healthcare: a systematic review. JMIR Medical Informatics, Toronto, v. 6, n. 1, e19, 2018.

LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane P. Sistemas de informação gerenciais. 11. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2014.

MACHADO, Claudinei de Souza; CATTAFESTA, Mônica. Benefícios, dificuldades e desafios dos sistemas de informações para a gestão no Sistema Único de Saúde. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, Vitória, v. 21, n. 1, p. 124-134, 2019.

NUNES JÚNIOR, Jair. Francisco.; SILVA, Davi Lico.; MAGNAGNAGNO, Odirlei Antonio. A. Análise comparativa dos prontuários eletrônico e físico sobre a segurança das informações. Fag Journal of Health, Cascavl, v. 3, n. 2, p. 177-181, 2021.

OLIVEIRA, Darken Eugênio de. Prontuário eletrônico do paciente: vantagens e desafios na implementação. 2021. Dissertação (Mestrado em Engenharia Biomédica) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2021. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/26834. Acesso em: 21 jun. 2026.

PINHEIRO, Alba. Lúcia. Santos. et al. Utilização dos sistemas de informação: desafios para a gestão da saúde. Ciência, Cuidado e Saúde, São Paulo, v. 14, n. 3, p. 1307-1314, 2015.

RAGO, Cesar Augusto Pascali; ZUCCHI, Paola. Prontuário eletrônico do paciente: como a teoria da difusão de inovações pode colaborar na sua implantação. Journal of Health Informatics, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 1-8, 2017.

ROCHA, Gabriela. Araújo. et al. Comunicação efetiva para segurança do paciente e o uso de tecnologias da informação em saúde. Revista Enfermagem Atual In Derme, Rio de Janeiro, v. 93, n. 31, e-020033, 2020.

SOUZA, Raquel dos Santos de et al. Prontuário eletrônico do paciente: percepção dos profissionais da atenção primária em saúde. Revista de Saúde Digital e Tecnologias Educacionais, Fortaleza, v. 3, n. 1, p. 1-15, 2018.

SANTOS, Perseu Schuindt dos; CARVALHO, Gilberto Paiva de. Prontuários eletrônicos em odontologia e obediência às normas do CFO. Revista Odontológica do Brasil Central, Goiânia, v. 23, n. 66, p. 166-171, 2014.

VALENTIM, Marta Lígia Pomim. Gestão da informação e do conhecimento em organizações. São Paulo: Polis, 2002.

Downloads

Publicado

09-09-2026

Como Citar

ANDRADE, T. A. de; CRUZ, A. C. da S.; REIS, M. K. S. Prontuário eletrônico e qualificação dos processos em saúde: um estudo sobre aceitação tecnológica e gestão da informação em clínica-escola. Asklepion: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, RJ, v. 5, n. 2, p. e–140, 2026. DOI: 10.21728/asklepion.2026v5n2e-140. Disponível em: https://revistaasklepion.emnuvens.com.br/asklepion/article/view/140. Acesso em: 10 set. 2026.