Arquitetura promoção da saúde

princípios para projetos ambiente saudável integrando sustentabilidade-cuidado-equidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21728/asklepion.2026v5n2e-151

Palavras-chave:

ambiente saudável, arquitetura e urbanismo, cuidado da vida, pesquisa qualitativa, políticas públicas-equidade

Resumo

Pesquisa qualitativa realizada em artigos das áreas Arquitetura e Urbanismo e Saúde Coletiva e documentos do Ministério da Saúde-Brasil. O objetivo foi desenvolver princípios para projetos de Arquitetura voltados à promoção de ambiente saudável em serviços públicos de atenção ao cidadão, partindo dos seguintes pressupostos: o projeto arquitetônico é potencial para a melhoria da qualidade da vida-saúde da população, especialmente em casos de exclusão e situações de vulnerabilidade; as edificações de serviços públicos transmitem o respeito, a importância que o Estado dá aos usuários e trabalhadores desses locais; e ambientes saudáveis requerem concepções da Promoção da Saúde-equidade e do Cuidado Humano Integral de caráter ético e estético. O processo de análise-reflexão-síntese gerou: um conjunto complexo multidimensional de princípios de caráter interdisciplinar, intersetorial, intercultural e participante; a caracterização da edificação como Cuidado Acolhimento Ambiental, fundado por elementos teóricos, técnicos, legais, éticos e estéticos de cuidar da Vida com suporte em políticas públicas; maior importância da Arquitetura para a qualidade da vida. Embora pareça pesquisa de cunho “estudo de caso”, sua metodologia e seus resultados podem ser aproveitados em outros contextos sociopolíticos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Zuleica Maria Patricio Karnopp, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

Docente doutora aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisadora e participante de estudos, ensino e projetos sociais relacionados a: Saúde Coletiva, Cidade Saudável e políticas públicas de Promoção da Saúde; Qualidade da vida e processos de viver saudável nos diversos  contextos e ciclos da vida; Ciência da Enfermagem, no desenvolvimento de teorias de Cuidado Integral de caráter transdisciplinar, ecocêntrico e sociocultural; Metodologias de Pesquisa Qualitativa; e Estratégias de abordagem construtivista para desenvolver grupos e projetos em contextos de educação formal e de ambientes de organizações e comunidades.

Lucas da Silva Rudolpho, Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Docente doutor da Fundação Universidade Regional de Blumenau. Pesquisador de temas relacionados ao ensino de Arquitetura e Urbanismo, à arquitetura da paisagem, ao planejamento territorial e paisagístico, à gestão urbana, à relação humano-ambiente natural e construído, à sustentabilidade ambiental, à interação humano-fauna urbana e à interface entre arte e arquitetura.

Luana Toralles Carbonari, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Docente doutora da Universidade Estadual de Londrina. Pesquisadora de temas relacionados ao ensino de Arquitetura e Urbanismo, ao projeto arquitetônico, ao planejamento emergencial para cenários de desastres e para refugiados, à arquitetura e à logística humanitária, à acessibilidade, ao conforto ambiental, ao desempenho das edificações, à eficiência energética e à tecnologia da construção.

Águeda Lenita Pereira Wendhausen, Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)

Docente doutora aposentada da Universidade do Vale do Itajaí. Temas de interesse: promoção da saúde, educação em saúde, participação social, conselhos gestores e empoderamento.

Referências

Abbagnano, N.. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes. 2003.

Barnechea, M.M., Gonzalez, E., & Morgan, M.L. La sistematizacion como produccion de conocimientos. La Piragua, 9, 122-128. 1994. https://biblioteca.isauroarancibia.org.ar/wp-content/uploads/2020/11/LA-PIRAGUA-9.pdf

Barros, F.P.C., Sousa, M.F. Equidade: seus conceitos, significações e implicações para o SUS. Saúde e Sociedade, 25(1), 9-18. 2016. https://doi.org/10.1590/S0104-12902016146195

Bitencourt, F. A arquitetura do ambiente de nascer: qualidade do ar e conforto higrotérmico em centros obstétricos. In: Santos, M. & Bursztyn, I. (Orgs.). Saúde e arquitetura: caminhos para a humanização dos ambientes hospitalares (11-107). 2004. Rio de Janeiro: Senac Rio.

Brasil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Conforto Ambiental em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. 2014. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/manual-conforto-ambiental-em-estabelecimentos-assistenciais-de-saude.pdf/vie

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 [Const]. 5 de outubro de 1988 (Brasil). http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Lei 8.080 de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm

Brasil, Ministério da Educação. Resolução nº 2, de 17 de junho de 2010. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo. Brasília: Ministério da Educação. 2010. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=5651-rces002-10&Itemid=30192

Brasil, Ministério da Saúde. As Cartas da Promoção da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde. 2002. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartas_promocao.pdf

Brasil, Ministério da Saúde. Ambiência. 2 ed. Brasília: Ministério da Saúde. 2010.https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ambiencia_2ed.pdf

Brasil, Ministério da Saúde. Promoção da Saúde: aproximações ao tema: Caderno 1. Brasília: Ministério da Saúde. 2021.https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/promocao-da-saude/promocao_saude_aproximacoes_tema_05_2021.pdf/view

Brasil, Ministério da Saúde. Qualificação e sustentabilidade das construções dos estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília: Ministério da Saúde.2015. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/qualificacao_sustentabilidade_construcoes_estabelecimentos_saude.pdf

Buss, P.M., Hartz, Z.M.A., Pinto, L.F., & Rocha, C.M.F. Promoção da saúde e qualidade de vida: uma perspectiva histórica ao longo dos últimos 40 anos (1980-2020). Ciência & Saúde Coletiva, 25(12), 4723-4735. 2020. https://doi.org/10.1590/1413-812320202512.15902020

Carbonari, L.T. Modelo multicritério de decisão para o projeto de acampamentos temporários planejados voltados a cenários de desastre [Tese de doutorado, Universidade Federal de Santa Catarina]. 2021. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/220514

Carvalho, A.P.A. O edifício doente e o edifício saudável. Revista Sustinere, 5(1), 135-152. 2017. https://doi.org/10.12957/sustinere.2017.29214

Centro de Educação e Assessoramento Popular (CEAP). O SUS e a efetivação do direito humano à saúde. 2 ed. Passo Fundo: Passografic Libri. 2020.http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/sus-efetivacao-direito-humano-saude.pdf

Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). Código de Ética e Disciplina para Arquitetos e Urbanistas. Brasília: CAU/BR. 2015. https://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Etica_CAUBR_06_2015_WEB.pdf

Costeira, E.M.A. O hospital do futuro: uma nova abordagem para projetos de ambientes de saúde. En Santos, M., & Bursztyn, I. (Orgs.). Saúde e arquitetura: caminhos para a humanização dos ambientes hospitalares (pp. 76-91). Rio de Janeiro: Senac Rio.2004.

Davis, M. Fortress. Los Angeles: The Militarization of Urban Space. En Sorkin, M. (Ed.). Variations on a theme park: the new American city and the end of public space (154-180). New York: Hill and Wang. 1992.

Elsen, I. Concepts of health and illness and related behaviors among families living in a Brazilian fishing village [Tese de doutorado, Universidade da Califórnia]. 1984.

Facchini, L.A. A Declaração de Alma-Ata se revestiu de uma grande relevância em vários contextos. [Entrevista concedida ao Portal EPSJV/Fiocruz]. https://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/entrevista/a-declaracao-de-alma-ata-se-revestiu-de-uma-grande-relevancia-em-varios. 2018, 14 de setembro.

Farias, J.M., Minghelli, L.C., & Soratto, J. Promoção da saúde: discursos e concepções na atenção primária à saúde. Cadernos de Saúde Coletiva, 28(3), 381-389. 2020. https://doi.org/10.1590/1414-462X202028030351

Felin, B. Veja onde é feito o monitoramento da qualidade do ar no Brasil. WRI Brasil. https://www.wribrasil.org.br/noticias/veja-onde-e-feito-o-monitoramento-da-qualidade-do-ar-no-brasil. 2019, 18 de Junho.

Freire, P. Criando Métodos de Pesquisa Alternativa: aprendendo a fazê-la melhor. In Brandão, C.R. (Org.). Pesquisa Participante (pp. 34-41). São Paulo: Brasiliense.1984.

Gappell, M. Psychoneuroimmunology. En Marberry, S.O. (Ed.). Innovations in healthcare design: selected presentations from the first five symposia on healthcare design (115-120). New York: Van Nostrand Reinhold. 1995.

Geneton. Niemeyer O. Documento. Oscar Niemeyer confessa que começou a se preocupar com a morte aos 14 anos de idade. Passou de um século de vida. Conclusão: não vale a pena perder tempo com a “ceifadora”. www.geneton.com.br/archives/000363.html. 2012, 5 de dezembro.

Glaser, B.G., & Strauss, A. The discovey of Grounded Theory: strategies for qualitative research. London: Weidenfeld-Nicolson. 1967.

Guerrero-Torrenegra, A.J. Imaginario colectivo popular como constructo del Programa de Mejoramiento Integral de Barrios en Bogotá. Revista de Arquitectura (Bogotá), 23(2), 12-23. 2021. https://doi.org/10.14718/RevArq.2021.3011

Hallal, P.C. Resistência e resiliência em tempos de pandemia. Ciência & Saúde Coletiva, 25(9), 3342-3342. 2020. https://doi.org/10.1590/1413-81232020259.20312020

Hertzberger, H. Herman Hertzberger: letter to a young architect. The Architectural Review. www.architectural-review.com/essays/letters-to-a-young-architect/herman-hertzberger-letter-to-a-young-architect. 2020, 17 de setembro.

Karakas, T., & Yildiz, D. Exploring the influence of the built environment on human experience through a neuroscience approach: A systematic review. Frontiers of Architectural Research, 9(1), 236-247. 2020. https://doi.org/10.1016/j.foar.2019.10.005

Kellert, S., & Calabrese, E. The Practice of Biophilic Design. 2015. https://www.biophilic-design.com/_files/ugd/21459d_81ccb84caf6d4bee8195f9b5af92d8f4.pdf

Malard, M.L. Os objetos do quotidiano e a ambiência. In: 2° Encontro Nacional de Conforto do Ambiente Construído - ANTAC/ABERGO/SOBRAC, 359-61. 1993.

Malkin, J. Hospital interior architecture creating healing environments for special patient populations. New York: John Wiley & Sons. 1991.

Marins J.J.N., & Rego, S. Educação médica: gestão, cuidado, avaliação. São Paulo-Rio de Janeiro: Hucitec/ABEM. 2011.

Matta, G.C. Princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde. En Matta, G.C., & Pontes, A.L.M. (Eds.), Políticas de saúde: organização e operacionalização do Sistema Único de Saúde (pp. 61-80). Rio de Janeiro: EPSJV/Fiocruz. 2017.

Mello, R.A.C.P.G. Sustentabilidade: contornos de um conceito para sua caracterização como norma. Anuário do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos/UFG 1(1), 1-10. 2011.

Minayo, M.C.S. O desafio do conhecimento – pesquisa qualitativa em saúde (14 ed.). São Paulo: Hucitec.2014.

Oliveira, G.B. Diretrizes arquitetônicas para ambientes de socialização da população infantojuvenil em situação de vulnerabilidade social: um estudo de caso no centro de educação complementar (CEC) em Florianópolis/SC [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. 2013. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/107259

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).Municípios e Comunidades Saudáveis: Guia dos Prefeitos para Promover Qualidade de Vida. 2002, http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/op000001.pdf

Patricio-Karnopp, Z.M. O processo ético e estético de pesquisar: um movimento qualitativo transformando conhecimentos e a qualidade da vida individual-coletiva. 2004. http://neagua.ufsc.br › tiki-download_file

Patricio-Karnopp, Z.M. A dimensão felicidade-prazer no processo de viver saudavel individual e coletivo: uma questão bioética numa abordagem holístico-ecologica. [Tese de doutorado, Universidade Federal de Santa Catarina]. 1995. https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/76294

Patricio-Karnopp, Z.M., Almeida, M.M., Siervi, E.C., & Bula, N.N. A pesquisa qualitativa e o ente da arquitetura e urbanismo. Contribuição para estudos e o exercício da profissão. 2016. Arquitextos, 16(192.04), 1-18. https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/16.192/6058

Patricio-Karnopp, Z.M., Krawulski, E., Grosseman, S., & Faria, T.M.A. O Cuidado Holístico-Ecológico aplicado à pesquisa qualitativa: um referencial interdisciplinar. In: Anais da 1ª Conferência Internacional do Brasil de Pesquisa Qualitativa – CIBRAPEQ. (pp. 594-600). Taubaté, Brasil. 2004.

Patricio-Karnopp, Z.M., Silvério, M.R., Ribeiro, I.M., Brodbeck, I.M., Felisbino, J.E., Martins, G.W.M., et al. Sistematização de estratégias de ensinar-aprender pesquisa na graduação. Interface, 15(39), 1159-1172. 2011. https://doi.org/10.1590/S1414-32832011005000029

Rodrigues, C.M. Cidade, Monumentalidade e Poder. GEOgraphia, 3(6), 42-52. 2009. https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2001.v3i6.a13410

Rudolpho, L.S., Patricio-Karnopp, Z.M., & Santiago, A.G. A paisagem do Ribeirão Fortaleza em Blumenau-SC: percepção da população para a sua recuperação e valorização. Revista Brasileira de Gestão Urbana, 10(2), 442-457. 2018. https://doi.org/10.1590/2175-3369.010.002.AO02

Rupprecht, C.D.D., Vervoort, J., Berthelsen, C., Mangnus, A., Osborne, N., Thompson, K., et al. Multispecies sustainability. Global Sustainability, 3(e34), 1-12. 2020. https://doi.org/10.1017/sus.2020.28

Russ, J. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Spicione. 1994.

Sachs, I., & Stroh, P.Y. Caminhos para o desenvolvimento sustentável (4 ed.). Rio de Janeiro: Garamond. 2002.

Santos, F.F. O que são princípios? Suas fases, distinções e juridicidade. JusBrasil. https://jus.com.br/artigos/45194/o-que-sao-principios-suas-fases-distincoes-e-juridicidade. 2015, 7 de dezembro.

Schelle, K.G. A Arte de Passear. São Paulo: Martins Fontes. 2001.

Sícoli, J.L., & Nascimento, P.R. Promoção de saúde: concepções, princípios e operacionalização. Interface (Botucatu), 7(12), 91-112. 2003. https://doi.org/10.1590/S1414-32832003000100008

Sphere. Sphere Glossary. 2019. https://spherestandards.org/wp-content/uploads/Sphere-Glossary-2018.pdf

Stichler, J.F. Healthy work environments for the ageing nursing workforce. Journal of Nursing Management, 21(7), 956-963. 2013. https://doi.org/10.1111/jonm.12174

Strauss, A., & Corbin, J. Basic of Qualitative Research - Grounded Theory procedures and techniques. California: SAGE Publications. 1990.

Terra, A.D.G., Queiroz, B., Nunes, L., & Bastos, T. A arquitetura da vulnerabilidade: a estrutura das instituições de acolhimento e os direitos da criança e do adolescente. In: Anais do I Congresso Nacional de Ciências Sociais: desafios da inserção em contextos contemporâneos. (pp. 1539-1548). Vitória, Brasil. 2015.

Ulrich, R.S. View Through a Window May Influence Recovery from Surgery. Science, 224(4647), 420-421. 1984. https://doi.org/10.1126/science.6143402

Voordt, T.J.M.V.D., & Wegen, H.B.R.V. Arquitetura sob o olhar do usuário: programa de necessidades, projeto e avaliação de edificações. São Paulo: Oficina de Textos. 2013.

Zhong, W., Schröder, T., & Bekkering, J. Biophilic design in architecture and its contributions to health, well-being, and sustainability: A critical review. Frontiers of Architectural Research, 11(1), 114-141. 2022. https://doi.org/10.1016/j.foar.2021.07.006

Downloads

Publicado

28-09-2026

Como Citar

KARNOPP, Z. M. P.; RUDOLPHO, L. da S.; CARBONARI, L. T.; WENDHAUSEN, Águeda L. P. Arquitetura promoção da saúde: princípios para projetos ambiente saudável integrando sustentabilidade-cuidado-equidade. Asklepion: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, RJ, v. 5, n. 2, p. e–151, 2026. DOI: 10.21728/asklepion.2026v5n2e-151. Disponível em: https://revistaasklepion.emnuvens.com.br/asklepion/article/view/151. Acesso em: 29 set. 2026.