ARTIGO  
Data de submissão: 14/06/2026 Data de aprovação: 29/06/2026 Data de publicação: 29/06/2026  
INFORMAÇÃO EM SAÚDE, DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E  
FISIOTERAPIA INTENSIVA  
reflexões sobre o enfrentamento da desinformação no cuidado a pacientes  
críticos  
Pollianna Marys de Souza e Silva1  
Universidade Federal da Paraíba  
Micaely Bezerra da Silva2  
Faculdade Cespu Europa  
Daniela Boiaski da Silva3  
Universidade Federal do Rio Grande do Norte  
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Resumo  
As complicações musculoesqueléticas decorrentes da imobilidade prolongada representam um importante desafio  
na assistência a pacientes críticos internados em unidades de terapia intensiva. Nesse contexto, a fisioterapia  
intensiva desempenha papel fundamental na prevenção e no tratamento dessas alterações por meio de estratégias  
como mobilização precoce, exercícios terapêuticos e tecnologias assistivas. Este estudo teve como objetivo  
analisar a importância da fisioterapia intensiva na prevenção e no tratamento de complicações musculoesqueléticas  
em pacientes críticos, articulando sua atuação à informação em saúde, à divulgação científica e ao enfrentamento  
da desinformação. Trata-se de uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, que discute estratégias como  
mobilização precoce, exercícios terapêuticos e uso de tecnologias assistivas, articulando esses elementos à  
produção, organização e circulação da informação científica na área da saúde. A literatura analisada evidencia que  
intervenções fisioterapêuticas baseadas em evidências contribuem significativamente para a melhoria dos  
desfechos clínicos, redução do tempo de internação e recuperação funcional dos pacientes. Destaca-se que o acesso  
à informação qualificada e sua adequada comunicação entre profissionais, pacientes e familiares são fatores  
determinantes para a efetividade das práticas assistenciais. Além disso, o estudo ressalta que a desinformação em  
saúde pode comprometer a adesão às condutas terapêuticas, reforçando a necessidade de estratégias de divulgação  
científica que promovam o acesso a conteúdos confiáveis. Conclui-se que a integração entre fisioterapia intensiva  
e gestão da informação em saúde é fundamental para a qualificação do cuidado, sendo necessária a ampliação de  
estudos que abordem essa interface.  
Palavras-chave: informação em saúde; divulgação científica; fisioterapia intensiva; desinformação; pacientes  
críticos.  
1
Mestre em Políticas Públicas Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Fisioterapeuta, servidora  
pública dos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, tutora da Fiocruz e docente. Especialista em fisioterapia  
pneumofuncional, pediátrica, intensiva neonatal e pediátrica, e em análise de situação de saúde. Atua como  
pesquisadora, orientadora e palestrante em eventos nacionais e internacionais.  
2
Graduanda em Enfermagem pela Faculdade CESPU Europa. Foi monitora das disciplinas Saúde Pública I e  
Bases Teóricas e Metodológicas do Cuidar I e II. Diretora de Pesquisa da Liga Acadêmica de Saúde da Mulher  
(LASMU) e participante de projetos de pesquisa e extensão. Possui interesse nas áreas de saúde pública, saúde  
da mulher, enfermagem cirúrgica, educação em saúde e pesquisa científica.  
3
Bacharel em Biblioteconomia e especialista em Gestão Documental pela Universidade Federal do Rio Grande  
do Norte (UFRN). Mestranda em Ciência da Informação pela UFRN, com pesquisa voltada à mentoria  
acadêmica, mediação da informação e gestão do conhecimento. Possui interesse nas áreas de práticas  
informacionais, gestão do conhecimento e atuação bibliotecária.  
Esta obra está licenciada sob uma licença  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-9, e-139, jan./jun. 2026.  
     
ARTIGO  
HEALTH INFORMATION, SCIENTIFIC DISSEMINATION AND INTENSIVE  
CARE PHYSIOTHERAPY  
reflections on combating misinformation in the care of critically ill patients  
Abstract  
Musculoskeletal complications resulting from prolonged immobilization represent a major challenge in the care  
of critically ill patients admitted to intensive care units. In this context, intensive physiotherapy plays a  
fundamental role in the prevention and treatment of these conditions through strategies such as early mobilization,  
therapeutic exercises, and assistive technologies. This study aimed to analyze the importance of intensive  
physiotherapy in the prevention and treatment of musculoskeletal complications in critically ill patients, linking  
its practice to health information, scientific communication, and the fight against misinformation. This is a  
literature review with a qualitative approach, which discusses strategies such as early mobilization, therapeutic  
exercises, and the use of assistive technologies, integrating these elements with the production, organization, and  
dissemination of scientific information in the health field. The analyzed literature shows that evidence-based  
physiotherapy interventions significantly contribute to improved clinical outcomes, reduced length of hospital stay,  
and functional recovery of patients. It is emphasized that access to qualified information and its proper  
communication among healthcare professionals, patients, and families are determining factors for the effectiveness  
of care practices. Furthermore, the study highlights that health misinformation can compromise adherence to  
therapeutic interventions, reinforcing the need for scientific dissemination strategies that promote access to reliable  
content. It is concluded that the integration between intensive physiotherapy and health information management  
is essential for improving care quality, and that further studies addressing this interface are necessary.  
Keywords: health information; scientific dissemination; intensive physiotherapy; misinformation; critically ill  
patients.  
2
INFORMACIÓN EN SALUD, DIVULGACIÓN CIENTÍFICA Y FISIOTERAPIA  
INTENSIVA  
reflexiones sobre el enfrentamiento de la desinformación en la atención a pacientes críticos  
Resumen  
Las complicaciones musculoesqueléticas derivadas de la inmovilidad prolongada representan un importante  
desafío en la atención de pacientes críticos ingresados en unidades de cuidados intensivos. En este contexto, la  
fisioterapia intensiva desempeña un papel fundamental en la prevención y el tratamiento de estas alteraciones  
mediante estrategias como la movilización precoz, los ejercicios terapéuticos y las tecnologías asistivas. Este  
estudio tuvo como objetivo analizar la importancia de la fisioterapia intensiva en la prevención y el tratamiento de  
complicaciones musculoesqueléticas en pacientes críticos, articulando su actuación con la información en salud,  
la divulgación científica y el combate a la desinformación. Se trata de una revisión bibliográfica de enfoque  
cualitativo, que discute estrategias como la movilización precoz, los ejercicios terapéuticos y el uso de tecnologías  
asistivas, articulando estos elementos con la producción, organización y circulación de la información científica  
en el área de la salud. La literatura analizada evidencia que las intervenciones fisioterapéuticas basadas en la  
evidencia contribuyen significativamente a la mejora de los desenlaces clínicos, a la reducción del tiempo de  
hospitalización y a la recuperación funcional de los pacientes. Se destaca que el acceso a información de calidad  
y su adecuada comunicación entre profesionales de la salud, pacientes y familiares son factores determinantes para  
la efectividad de las prácticas asistenciales. Además, el estudio resalta que la desinformación en salud puede  
comprometer la adherencia a las conductas terapéuticas, reforzando la necesidad de estrategias de divulgación  
científica que promuevan el acceso a contenidos confiables. Se concluye que la integración entre la fisioterapia  
intensiva y la gestión de la información en salud es fundamental para la cualificación de la atención, siendo  
necesario ampliar los estudios que aborden esta interfaz.  
Palabras clave: información en salud; divulgación científica; fisioterapia intensiva; desinformación; pacientes  
críticos.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-9, e-139, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
1 INTRODUÇÃO  
A atenção à saúde de pacientes críticos na unidade de terapia intensiva (UTI) demanda  
um olhar abrangente e multidisciplinar, no qual as complicações musculoesqueléticas  
representam um desafio significativo. A imobilidade prolongada, associada ao uso de sedativos  
e à gravidade das condições clínicas, pode levar ao desenvolvimento de atrofia muscular,  
contraturas e à síndrome da imobilidade, comprometendo não apenas o tempo de internação,  
mas também a qualidade de vida após a alta. Nesse contexto, a fisioterapia em terapia intensiva  
emerge como uma especialidade fundamental, voltada à prevenção e ao tratamento dessas  
complicações, com foco na recuperação funcional do paciente, sendo imprescindível o uso  
adequado da informação em saúde para subsidiar a tomada de decisão clínica e a organização  
do cuidado (Smith, 2020).  
A implementação de estratégias fisioterapêuticas, como mobilização precoce,  
exercícios de amplitude de movimento e fortalecimento muscular, tem se mostrado eficaz na  
prevenção da perda de massa muscular e na melhoria dos desfechos clínicos. Além disso, o uso  
de tecnologias assistivas, como camas especializadas e dispositivos de mobilização, contribui  
para a prevenção de complicações secundárias e para a qualificação da assistência. Tais práticas  
estão fundamentadas em evidências científicas, evidenciando a importância do acesso,  
organização e aplicação da informação em saúde no contexto assistencial (Garcia, 2018; Silva;  
Martins, 2021).  
3
A fisioterapia em terapia intensiva tem evoluído significativamente, acompanhando os  
avanços científicos e tecnológicos e ampliando seu escopo de atuação. Inicialmente centrada  
na função respiratória, passou a incorporar a prevenção e o tratamento de complicações  
musculoesqueléticas, reconhecendo a importância da mobilidade para a recuperação integral do  
paciente. Esse processo está diretamente relacionado à ampliação do uso de tecnologias e  
sistemas de informação em saúde, que possibilitam maior precisão na avaliação clínica e na  
definição de condutas terapêuticas (Alvarez, 2019; Martins; Rocha, 2021).  
A integração de tecnologias e práticas baseadas em evidências, aliada à atuação  
multiprofissional, reforça a necessidade de uma comunicação efetiva entre os profissionais de  
saúde. A circulação adequada da informação no ambiente hospitalar é essencial para a  
construção de planos terapêuticos integrados, favorecendo a segurança do paciente, a qualidade  
da assistência e a tomada de decisão compartilhada (Silva; Costa, 2021).  
Nesse cenário, a informação em saúde assume papel central, especialmente no que se  
refere à sua produção, organização e disseminação. A divulgação científica em linguagem  
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acessível torna-se uma estratégia fundamental para ampliar o acesso ao conhecimento, tanto  
entre profissionais quanto entre pacientes e familiares, contribuindo para a educação em saúde  
e para o fortalecimento da prática baseada em evidências (Silva; Costa, 2021).  
Entretanto, a crescente circulação de informações em ambientes digitais também  
favorece a disseminação da desinformação em saúde, o que pode comprometer a compreensão  
das condutas terapêuticas, reduzir a adesão ao tratamento e impactar negativamente os  
desfechos clínicos. Dessa forma, torna-se essencial fortalecer estratégias de divulgação  
científica que garantam o acesso a informações confiáveis, claras e baseadas em evidências  
(Silva; Costa, 2021).  
Diante desse contexto, a fisioterapia em terapia intensiva consolida-se como  
componente essencial no cuidado de pacientes críticos, não apenas pela sua atuação clínica,  
mas também pela sua interface com a informação em saúde, evidenciando a importância da  
comunicação científica e do enfrentamento da desinformação para a qualificação da assistência  
e a melhoria dos resultados em saúde. Nesse sentido, este estudo tem como objetivo analisar a  
importância da fisioterapia intensiva na prevenção e no tratamento de complicações  
musculoesqueléticas em pacientes críticos, articulando seu papel com a informação em saúde,  
a divulgação científica e o enfrentamento da desinformação no contexto da terapia intensiva.  
4
2 METODOLOGIA  
O presente estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, de natureza  
qualitativa, com abordagem descritiva, tendo como objetivo analisar as estratégias de prevenção  
e tratamento de complicações musculoesqueléticas em pacientes críticos, articulando essa  
discussão com o papel da informação em saúde, da divulgação científica e do enfrentamento à  
desinformação no contexto da fisioterapia em terapia intensiva.  
A construção do estudo foi realizada a partir da análise de produções científicas,  
incluindo artigos, livros, diretrizes e documentos institucionais relacionados à fisioterapia em  
terapia intensiva, às complicações musculoesqueléticas em pacientes críticos e à área da Ciência  
da Informação. As referências foram selecionadas com base em sua relevância teórica e  
contribuição para a compreensão do tema.  
A seleção das fontes ocorreu de forma não sistemática, priorizando materiais pertinentes  
aos objetivos da pesquisa. Foram considerados estudos que abordam a fisioterapia em terapia  
intensiva, especialmente no que se refere à mobilização precoce, reabilitação de pacientes  
críticos e complicações decorrentes da imobilidade prolongada, além de produções relacionadas  
ao fluxo, uso e disseminação da informação em saúde.  
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A análise do material ocorreu de forma descritiva e interpretativa, permitindo a  
identificação dos principais conceitos, abordagens e evidências presentes na literatura. A partir  
dessa análise, foi possível sistematizar o conhecimento acerca das estratégias fisioterapêuticas  
e refletir sobre a importância da informação qualificada e da divulgação científica no  
enfrentamento da desinformação em saúde.  
Ressalta-se que o estudo não envolveu coleta de dados primários, sendo desenvolvido  
exclusivamente a partir de fontes secundárias disponíveis na literatura científica.  
3 RESULTADOS E ANÁLISES DOS DADOS  
A análise compreensiva dos dados coletados revelou insights valiosos sobre as  
estratégias de prevenção e tratamento de complicações musculoesqueléticas em pacientes  
críticos, sublinhando a efetividade de várias intervenções e identificando áreas que necessitam  
de investigação adicional.  
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3.1 SÍNTESE DAS ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO IDENTIFICADAS  
A mobilização precoce emergiu como uma estratégia de prevenção altamente eficaz,  
sendo consistentemente associada a melhores resultados nos pacientes críticos, incluindo a  
redução da incidência de complicações musculoesqueléticas. Estudos realizados por Fernandes  
e Silva (2021) e Gomes e Almeida (2022) destacaram a importância da fisioterapia precoce na  
UTI, evidenciando uma melhora significativa na funcionalidade e diminuição do tempo de  
internação hospitalar.  
Ao comparar diferentes estratégias, a terapia por exercícios foi identificada como  
particularmente benéfica quando iniciada nas fases iniciais da internação em UTI. A pesquisa  
de Sousa e Pereira (2022) comparou a terapia por exercícios com intervenções padrão de  
cuidados, encontrando melhorias substanciais na força muscular e na capacidade funcional dos  
pacientes que receberam a intervenção precoce.  
3.2 AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DOS TRATAMENTOS ATUAIS  
As  
melhores  
práticas  
identificadas  
incluem  
a
integração  
de  
abordagens  
multidisciplinares envolvendo fisioterapeutas, enfermeiros e médicos para desenvolver planos  
de cuidado individualizados. Lima e Rocha (2021) sublinharam a eficácia desta abordagem  
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colaborativa, resultando em uma gestão mais eficiente das complicações musculoesqueléticas  
e uma recuperação acelerada.  
Apesar dos avanços significativos, persistem lacunas na evidência, particularmente em  
relação à longo prazo dos tratamentos empregados. A necessidade de estudos longitudinais que  
acompanhem os pacientes após a alta da UTI é enfatizada por Costa e Martins (2022), para  
melhor entender a sustentabilidade dos benefícios das intervenções a curto prazo.  
3.3 COMPARATIVO ENTRE DIFERENTES ABORDAGENS TERAPÊUTICAS  
A comparação entre as diversas abordagens terapêuticas disponíveis para o tratamento  
e prevenção de complicações musculoesqueléticas em pacientes críticos revela uma paisagem  
complexa de benefícios, desafios e potencialidades.  
Intervenções baseadas em mobilização precoce e exercícios terapêuticos demonstraram  
eficácia significativa, oferecendo melhorias na funcionalidade e redução do tempo de  
internação. No entanto, a aplicabilidade destas intervenções pode ser limitada por condições  
clínicas do paciente e recursos disponíveis na unidade de terapia intensiva (UTI). Além disso,  
abordagens como a estimulação elétrica neuromuscular, apesar de promissoras na preservação  
da massa muscular, ainda requerem estudos adicionais para validar sua eficácia em larga escala  
e identificar potenciais efeitos adversos.  
6
Casos de estudo demonstraram que a implementação de programas de reabilitação  
multidisciplinares personalizados resultou em resultados positivos significativos, como  
destacado por Pereira e Lima (2021), que investigaram a eficácia de um programa de  
mobilização precoce em pacientes com insuficiência respiratória aguda. A pesquisa revelou não  
apenas uma melhora na força muscular, mas também na qualidade de vida dos pacientes,  
enfatizando a importância da personalização do tratamento.  
3.4 ANÁLISE DAS TENDÊNCIAS EM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO  
A evolução das estratégias de prevenção e tratamento de complicações  
musculoesqueléticas está intrinsecamente ligada aos avanços em pesquisa e desenvolvimento.  
Uma área emergente de interesse é o uso de tecnologias de realidade virtual e aumentada  
para a reabilitação de pacientes críticos, oferecendo experiências imersivas que podem melhorar  
a motivação do paciente e a eficácia da terapia. Além disso, a bioengenharia está desenvolvendo  
novos dispositivos de mobilização passiva que prometem facilitar a implementação de  
programas de reabilitação precoce, mesmo para os pacientes mais debilitados.  
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A pesquisa futura necessita focar no desenvolvimento e na validação de protocolos de  
intervenção precoces que possam ser adaptados a um espectro amplo de cenários clínicos e  
tipos de pacientes. Isso inclui a exploração de novas tecnologias, como a telemedicina e  
aplicativos móveis, para suportar a reabilitação fora do ambiente hospitalar, ampliando o acesso  
ao cuidado e monitoramento contínuo após a alta da UTI.  
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS  
O estudo evidenciou a essencialidade da fisioterapia em terapia intensiva na prevenção  
e tratamento de complicações musculoesqueléticas em pacientes críticos. A mobilização  
precoce, destacada pela literatura como Fernandes e Silva (2021) e Gomes e Almeida (2022),  
surgiu como um pilar central, demonstrando benefícios significativos na funcionalidade e na  
redução do tempo de internação. A abordagem multidisciplinar e a integração de tecnologias  
inovadoras, como os exoesqueletos robóticos e plataformas de realidade virtual, representam  
avanços promissores para otimizar a recuperação dos pacientes.  
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Os resultados do estudo sublinham a importância de incorporar a fisioterapia intensiva  
precocemente no plano de tratamento de pacientes críticos. A necessidade de equipas de  
cuidados multidisciplinares bem coordenadas e o uso estratégico de tecnologia emergente são  
fundamentais para melhorar os desfechos dos pacientes. Essas práticas não só facilitam uma  
recuperação funcional mais eficaz mas também promovem uma gestão de cuidados mais  
holística e personalizada, alinhando-se com as melhores práticas internacionais no campo.  
Há uma clara necessidade de pesquisa futura focada em avaliar a longo prazo os efeitos  
das intervenções fisioterapêuticas em pacientes críticos, como indicado por Costa e Martins  
(2022). Estudos longitudinais e multicêntricos são essenciais para compreender melhor as  
sustentabilidades dos benefícios das intervenções e para desenvolver diretrizes clínicas mais  
robustas. Além disso, a exploração de novas tecnologias, como a telemedicina para reabilitação  
à distância, representa uma área emergente que merece atenção, possibilitando a continuidade  
dos cuidados e a reabilitação pós-UTI.  
Este trabalho ilustrou a importância crítica das estratégias de prevenção e tratamento de  
complicações musculoesqueléticas em pacientes críticos. A mobilização precoce, enfatizada  
como uma abordagem central, demonstrou benefícios substanciais na funcionalidade e na  
redução do tempo de internação. A colaboração multidisciplinar, incorporando tecnologias  
avançadas, como exoesqueletos e realidade virtual, emergiu como uma estratégia promissora,  
otimizando a recuperação dos pacientes e alinhando-se com as melhores práticas globais.  
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Este estudo enfrentou limitações, incluindo a predominância de estudos de curto prazo,  
a variabilidade nos desenhos de estudo, e a generalização dos resultados. A diversidade nas  
metodologias dos estudos analisados restringe a capacidade de extrair conclusões definitivas.  
Além disso, a implementação prática das estratégias de prevenção e tratamento discutidas  
enfrenta desafios em ambientes com recursos limitados.  
Há uma demanda urgente por inovação contínua na fisioterapia em terapia intensiva.  
Investimentos em pesquisa e desenvolvimento são essenciais para explorar novas tecnologias e  
abordagens terapêuticas. Políticas de saúde pública que suportem a integração e aplicação de  
práticas baseadas em evidências podem promover melhorias significativas na qualidade de  
cuidado. Além disso, a formação e educação continuadas dos profissionais de saúde são cruciais  
para a adaptação às evoluções do campo, garantindo a aplicação eficaz das estratégias mais  
avançadas no tratamento de pacientes críticos.  
Por fim, destaca-se que a qualificação da assistência em fisioterapia intensiva está  
diretamente relacionada não apenas à incorporação de práticas baseadas em evidências, mas  
também à forma como essas informações são produzidas, organizadas e disseminadas. Nesse  
sentido, a divulgação científica assume papel estratégico ao ampliar o acesso a conteúdo  
confiáveis e acessíveis, contribuindo para a educação em saúde de profissionais, pacientes e  
familiares. Ao mesmo tempo, o enfrentamento da desinformação em saúde torna-se um desafio  
essencial, uma vez que informações imprecisas podem comprometer a adesão às condutas  
terapêuticas e impactar negativamente os desfechos clínicos. Assim, fortalecer a comunicação  
científica e a circulação qualificada da informação configura-se como elemento fundamental  
para a melhoria da assistência e para a consolidação de práticas mais seguras e eficazes no  
contexto da terapia intensiva.  
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