ARTIGO
de busca por informações relacionadas a terapias hormonais e não hormonais, enquanto as
demais parecem adotar uma postura mais passiva em relação à obtenção dessas informações. De
modo geral, os resultados de busca informacional, reflexo da necessidade informacional, caem
conforme a mulher avança nas etapas do climatério.
Quanto à questão das informações mais utilizadas ou compartilhadas (U/C) durante as
fases do climatério estão diretamente relacionadas aos resultados da busca informacional,
apresentando valores semelhantes ou inferiores aos resultados de busca, com exceção dos temas
relacionados à sexualidade. Embora as mulheres indiquem uma considerável necessidade ou
desejo informacional sobre esse tema, bem como um esforço em sua busca, elas não estão
efetivamente utilizando ou compartilhando essas informações, situação que de modo geral
também irá acontecer para os resultados a partir da perspectiva de classe e escolaridade. A partir
da perspectiva da renda mensal, o uso da informação não revela padrões ou discrepâncias
significativas além das já mencionadas. Isso sugere que, ao buscar e utilizar informações sobre
saúde, não existem grandes barreiras que diferenciam as classes sociais em termos de
impedimentos para o uso ou compartilhamento dessas informações, independentemente dos
contextos distintos. Além disso, indivíduos com nível de escolaridade de pós-graduação
apresentam um índice mais elevado de uso da informação em comparação aos demais níveis
educacionais, especialmente em relação às terapias hormonais e não hormonais. No entanto, de
modo geral, os resultados se mantêm próximos aos dos outros níveis de formação.
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A partir dos resultados da questão número 5, pode-se estipular, por meio da média das
respostas obtidas, uma na ordem na preferência de fontes na busca de informação em saúde:
Profissional de medicina tradicional (3,5), Redes sociais (3,4), Amigas (3,23), Sites de internet
(3,19), Livros (2,6), Textos acadêmicos/de universidades (2,58), Profissional de terapias
alternativas (2,44), Vídeos no Youtube (2,38), Parentes (2,27), Unidades de saúde (2,24),
Podcasts (2,21), Bulas de remédios (2,21), Panfletos, folders (1,96), Grupos de
WhatsApp/Telegram (1,9), Propagandas e comerciais (1,86), Filmes e séries (1,71), Farmácias
(1,72), Outro (1,58). Quando analisados por categorias, é possível observar, desses dados, as
preferências das mulheres com pós-graduação por profissionais da medicina tradicional (3,6),
seguido por redes sociais (3,47) e amigas (3,45) dado que decai conforme a redução do nível
educacional. Para mulheres de ensino superior, é observado uma preferência destacada por
profissionais da medicina tradicional, seguida de redes sociais (3,14) e sites de internet (3,05). Já
as mulheres com o ensino médio completo têm destaque e preferência por informações a partir
de redes sociais (3,55), seguida de profissionais da medicina tradicional (2,95) e sites de internet
(2,85).
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 2, p. 1-16, e-137, jul./dez. 2026.