ARTIGO  
Data de submissão: 04/03/2026 Data de aprovação: 10/04/2026 Data de publicação: 22/04/2026  
A ‘MEDICALIZAÇÃO’ DA PERFORMANCE SEXUAL ENTRE  
HOMENS BRASILEIROS DE 18 A 30 ANOS  
fluxos de (des)informação no uso recreativo de estimulantes sexuais  
Jeferson Lau da Silva1  
Universidade Federal de Alagoas  
Zaqueu Jhônathas Santos da Silva2  
Universidade Federal de Alagoas  
______________________________  
Resumo  
O estudo analisa o fenômeno dos fluxos de (des)informação relacionados ao uso recreativo de estimulantes sexuais  
e dispositivos de ereção por homens entre 18 e 30 anos. Investiga como a busca por performance, mediada por  
lacunas informacionais, impacta a saúde sexual e mental dessa população. Compreende também o uso de  
medicamentos como Viagra (sildenafila) e o Cialis (tadalafila) bem como acessórios como anéis de constrição,  
dispositivos a vácuo e próteses penianas, além das consequências do uso crônico destes métodos. A metodologia  
utilizada foi a revisão integrativa, que permitiu uma análise abrangente e detalhada do tema, apoiada por uma  
extensa revisão da literatura nacional e internacional. São discutidos os achados em relação às motivações e riscos  
associados ao uso destes métodos por jovens, com especial atenção às questões de saúde mental e dependência.  
As conclusões sugerem a necessidade urgente de maior conscientização, informação e educação sobre a saúde  
sexual entre os jovens, visando uma prática sexual mais segura e saudável. As considerações finais apontam  
direções para futuras pesquisas e possíveis intervenções na saúde pública.  
Palavras-chave: performance sexual; disfunção erétil; jovens brasileiros; estimulantes sexuais; (des)informação.  
THE ‘MEDICALIZATION’ OF SEXUAL PERFORMANCE AMONG BRAZILIAN  
MEN AGED 18 TO 30  
flows of (mis)information in the recreational use of sexual stimulants  
Abstract  
This study analyzes the phenomenon of (mis)information flows related to the recreational use of sexual stimulants  
and erection devices by men aged 18 to 30. It investigates how the pursuit of performance, mediated by  
informational gaps, impacts the sexual and mental health of this population. It also encompasses the use of  
medications such as Viagra (sildenafil) and Cialis (tadalafil), as well as accessories like constriction rings, vacuum  
devices, and penile prostheses, in addition to the consequences of chronic use of these methods. The methodology  
used was an integrative review, which allowed for a comprehensive and detailed analysis of the topic, supported  
by an extensive review of national and international literature. The findings regarding the motivations and risks  
associated with the use of these methods by young people are discussed, with special attention to mental health  
issues and dependence. The conclusions suggest an urgent need for greater awareness, information, and education  
about sexual health among young people, aiming for safer and healthier sexual practices. The final considerations  
point to directions for future research and possible public health interventions.  
Keywords: sexual performance; erectile dysfunction; young brazilians; sexual stimulants; (mis)information.  
1
Graduando em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Alagoas. Bacharel em Farmácia pelo Centro  
Universitário Mauricio de Nassau. Pós-graduação Farmácia Clínica e Hospitalar, pela Faculdade de Minas  
(FACUMINAS - MG).  
Mestre em Ciência da Informação, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Universidade  
2
Federal de Alagoas. Especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e Neuropsicopedagogia, pelo  
Instituto Mineiro de Educação Superior (IMES - MG). Bibliotecário, e Graduando em Nutrição pela  
Universidade Federal de Alagoas.  
Esta obra está licenciada sob uma licença  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-21, e-131, jan./jun. 2026.  
   
ARTIGO  
LA “MEDICALIZACIÓN” DEL DESEMPEÑO SEXUAL EN HOMBRES  
BRASILEÑOS DE 18 A 30 AÑOS  
flujos de (des)información en el uso recreativo de estimulantes sexuales  
Resumen  
Este na inestudia ha analisa i fina'pos i (mis)information flows ni' gaige gi i uson recreational stimulants yan  
erection devices ni' i lalåhi ni' manå'paka' 18 asta 30. Ha inbestigga taimanu i inayek para u ma cho'gue, ni' ma  
na'setbe gi i infotmasion, ha afekta i sexual yan mental health gi este na populasion. Ha na'halom lokkue' i uson  
medikasion siha taiguihi Viagra (sildenafil) yan Cialis (tadalafil), yan lokkue' aksesoriu siha taiguihi constriction  
rings, vacuum devices, yan penile prostheses, kontodu i konsekuensian i uson este na manera siha. I manera ni'  
ma'usa, un ribisa ni' ma'integra, ni' ha na'i siñat para un komprendiyon yan detetminao na inanalisa put i asunto,  
ni' ma'ayuda ni' un ekstensiun na ribisa put i litråtu siha gi i nasion yan gi i enteru mundo. I ma sodda' put i motibon  
yan i risgu siha ni' gaige gi i uson este na manera siha ni' i manhoben ma diskuti, yan espesiåt na atension put i  
asunton salut mental yan i dipendensia. I konklusion siha ha suggesta na debi di u guaha mas na tiningo',  
emfotmasion, yan edukasion put salut sexual gi entre i manhoben, ya u ma'ayek para u mas safu yan mas maolek  
na cho'cho' sexual. I uttimo na konsiderasion siha ma apunta para direksion para i mamaila' na inestudia yan  
posipble na interbension siha put salut publiko.  
Palabras clave: rendimiento sexual; disfunción eréctil; jóvenes brasileños; estimulantes sexuales;  
(des)información.  
2
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-21, e-131, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
1 INTRODUÇÃO  
Nos últimos anos, o interesse pela saúde sexual tem crescido consideravelmente,  
refletindo a importância de um debate mais aberto e esclarecido sobre questões que afetam tanto  
a qualidade de vida quanto o bem-estar emocional dos indivíduos. Este artigo, situado no âmbito  
da Ciência da Informação e Informação em Saúde, enfoca especificamente o fenômeno da  
disfunção erétil (DE) em homens jovens, com idades entre 18 e 30 anos, no Brasil, sob a  
perspectiva crítica dos fluxos de (des)informação. Tradicionalmente associada a homens de  
mais idade, a disfunção erétil nos jovens se torna cada vez mais relevante, pois afeta não apenas  
a saúde física, mas também a saúde mental e social desta população (Wespes et al., 2002).  
Contemporaneamente, observa-se uma dinâmica que pode ser interpretada como a  
Medicalização3 e performance sexual, onde o êxito íntimo é idealizado e a busca por soluções  
rápidas, frequentemente mediada por informações fragmentadas e não validadas, ganha terreno.  
A disfunção erétil, caracterizada pela incapacidade persistente de atingir ou manter uma ereção  
suficiente para uma atividade sexual satisfatória, sempre esteve rodeada por estigmas. No  
entanto, diversos estudos indicam que esse quadro também acomete jovens adultos. As causas  
são multifatoriais, envolvendo aspectos psicológicos, como ansiedade de desempenho, e  
fisiológicos (Batista et al., 2025).  
3
Neste cenário, o aumento do uso recreativo de medicamentos como sildenafila (Viagra)  
e tadalafila (Cialis) entre jovens, sem indicação médica formal, emerge como um fenômeno  
complexo. Este padrão de consumo é amplamente alimentado por fluxos de informação  
desregulados, que circulam em ambientes digitais, fóruns online e grupos sociais,  
frequentemente dissociados de fontes científicas confiáveis (Carvalho, 2024).  
A Ciência da Informação, ao estudar a produção, circulação e uso do conhecimento,  
fornece as lentes para analisar como esses fluxos, muitas vezes caracterizados pela  
desinformação, modelam comportamentos de saúde (Santos Júnior et al., 2025).  
Este estudo, portanto, objetiva investigar, sob o prisma informacional, as causas e  
consequências do uso de estimulantes sexuais entre jovens brasileiros, procurando compreender  
as nuances que permeiam essa prática. A premissa é que o comportamento de busca e consumo  
de informação sobre saúde sexual é um determinante crucial.  
3
[...] “o conceito de medicalização é amplamente abordado de maneira simplista, e, embora Foucault seja  
frequentemente evocado, sua teoria, bem como as nuances cronológicas que o conceito adquire em sua obra, são  
pouco detalhadas. Destarte, pretendemos oferecer, ao campo da Saúde Coletiva e das Ciências Humanas, uma  
interpretação e análise conceitual deste termo na obra do autor, durante a década de 1970, a fim de preencher  
esta lacuna teórica” (Zorzanelli & Cruz, 2018, p. 722).  
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ARTIGO  
Considerando a multifatorialidade da disfunção erétil, buscamos identificar padrões e  
correlações nos fluxos de informação que possam contribuir para uma compreensão mais  
abrangente do fenômeno, além de alertar para os riscos associados ao uso crônico sem  
supervisão (Wespes et al., 2002).  
A análise do fluxo da informação em saúde, neste contexto, revela uma desconexão  
perigosa entre o conhecimento científico especializado, representado pela literatura médica, e  
o conhecimento leigo, difundido e reforçado em redes sociais e círculos pares. A relevância  
desta pesquisa reside na necessidade de focalizar um problema de saúde pública emergente,  
analisando-o através da estrutura teórica da Ciência da Informação. Compreender os canais,  
barreiras e distorções no fluxo informacional é fundamental para promover uma comunicação  
em saúde mais eficaz (Velloso, 2014).  
O artigo pretende, assim, não apenas contribuir para a literatura científica existente, mas  
também incitar debates e políticas que priorizem a saúde integral dos jovens, propondo  
estratégias informacionais que combatam a desinformação e promovam literacia em saúde  
sexual. Ao adentrar nas complexidades desse fenômeno, espera-se proporcionar uma visão  
ampla e crítica acerca da disfunção erétil em jovens, contextualizada na dinâmica informacional  
contemporânea, e encorajar abordagens mais humanizadas e informadas sobre a sexualidade,  
rompendo barreiras de vergonha e tabus.  
4
2 REVISÃO DE LITERATURA  
A disfunção erétil (DE) em jovens, tradicionalmente associada a causas fisiológicas em  
homens mais velhos, emerge como um fenômeno complexo que desafia paradigmas  
convencionais e demanda análise multifatorial (Sarris et al., 2016). No contexto da informação  
em saúde, a compreensão deste quadro transcende a esfera biomédica, exigindo um exame  
crítico dos fluxos de informação que moldam percepções, comportamentos e práticas de saúde  
(Galvão; Ricarte; Daura, 2011)  
A performance sexual, conceito explorado em estudos como "A Medicalizaçãoda  
Performance Sexual entre Homens Brasileiros de 18 a 30 Anos: Fluxos de (Des)informação no  
Uso Recreativo de Estimulantes Sexuais", serve como lente analítica crucial para decodificar  
essa realidade. Este fenômeno reflete uma transformação onde a sexualidade é percebida  
através de métricas de desempenho, pontuação e superação, frequentemente alimentada por  
fluxos desregulados de informação e desinformação (Farias; Castro, 2025).  
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A ciência da informação, ao investigar a produção, circulação e uso do conhecimento,  
ilumina como os determinantes da DE juvenil são construídos e disseminados. Fatores  
psicológicos primários, como ansiedade de desempenho e depressão, exacerbados por pressões  
socioculturais (Coutinho et al., 2020), são intensificados por ecossistemas informacionais  
digitais.  
A pornografia, enquanto fluxo massivo de informação, distorce padrões de normalidade  
sexual, conforme discutido por Coutinho et al. (2020). Paralelamente, fluxos informais em  
redes sociais e fóruns on-line frequentemente banalizam ou promovem o uso de substâncias,  
criando um ambiente onde a busca por uma performance "otimizada" se sobrepõe à educação  
em saúde baseada em evidências. A vergonha e a frustração decorrentes da não conformidade  
com esses ideais, como apontado por Fiamoncini (2024), são agravadas em ambientes onde a  
desinformação sobre a função sexual normal é predominante.  
O fluxo da informação em saúde mostra-se igualmente crítico ao analisar os fatores de  
estilo de vida. Embora a literatura aponte práticas como consumo excessivo de álcool,  
tabagismo e sedentarismo como contribuintes diretos (Antunes et al., 2024), a eficácia das  
mensagens de saúde pública em alcançar e engajar o público jovem é frequentemente limitada.  
Esses fluxos oficiais competem com narrativas culturais e pares que normalizam  
comportamentos de risco. A intersecção com condições médicas como diabetes tipo 1 e  
dislipidemia (Sarris et al., 2016) revela outra lacuna informacional: a desconexão entre o  
manejo de doenças crônicas e a educação sobre suas implicações na saúde sexual, um tópico  
ainda pouco fluído nas consultas médicas e materiais educativos para jovens.  
5
O uso recreacional de inibidores da PDE5, como sildenafila (Viagra) e tadalafila  
(Cialis), entre jovens sem diagnóstico (Batista et al., 2025), é o epítome da falha nos fluxos de  
informação em saúde. Movido por conselhos de pares, propaganda informal e pela lógica da  
Medicalizaçãoque prioriza resultados imediatos, este comportamento ignora os riscos de  
efeitos adversos, dependência psicológica e interações perigosas, como com o álcool.  
Historicamente, o desenvolvimento do sildenafila para angina e sua posterior indicação  
para DE ilustram como a informação científica especializada é reinterpretada e ressignificada  
ao entrar em circuitos leigos. A indicação terapêutica formal do tadalafila é, assim, distorcida  
em fluxos de desinformação que a apresentam como um "potenciador" lúdico (Corrêa et al.,  
2024).  
Portanto, a DE em jovens não pode ser dissociada de uma análise dos fluxos de  
(des)informação que a permeiam. A Medicalizaçãoatua como um vetor que transforma  
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questões de saúde em desafios a serem superados com "atalhos" farmacológicos ou  
comportamentais, muitas vezes baseados em conhecimento incorreto.  
A ciência da informação aplicada à saúde evidencia a urgência de se construírem fluxos  
informacionais robustos, éticos e acessíveis que contestem essas narrativas, promovendo uma  
educação sexual integral baseada em evidências e desestigmatizante, fundamental para abordar  
as verdadeiras causas psicológicas, comportamentais e orgânicas da disfunção erétil nesta  
população (Santos Júnior et al., 2025).  
3 METODOLOGIA  
3.1 TIPO DE PESQUISA E ABORDAGEM  
Optamos por uma revisão integrativa da literatura. Essa abordagem permite a síntese de  
conhecimento já existente sobre a temática, integrando informações advindas de diversas fontes  
e produzindo uma compreensão mais rica e abrangente do fenómeno.  
6
Segundo Souza et al. (2010), a revisão integrativa é uma metodologia que possibilita  
examinar e combinar evidências de múltiplos estudos sobre uma questão de pesquisa bem  
definida, sendo eficaz para mapear e avaliar publicações anteriores, identificar lacunas de  
conhecimento, e sugerir direções futuras de pesquisa.  
Nossa decisão por esse método foi guiada pela necessidade de abarcar a complexidade  
multidimensional da disfunção erétil, que se manifesta através de fatores psicológicos,  
fisiológicos, culturais e sociais.  
A revisão integrativa se distingue das revisões sistemáticas por permitir uma gama mais  
ampla de tipos de estudos, tais como quantitativos e qualitativos, revisões de literatura, estudos  
de caso e relatórios, que são fundamentais para o entendimento de fenômenos multifacetados  
como o estudado (Ercole et al., 2014).  
O primeiro passo nesta metodologia envolveu uma criteriosa identificação do problema  
de pesquisa: investigar, sob o prisma informacional, as causas e consequências do uso de  
estimulantes sexuais entre jovens brasileiros, procurando compreender as nuances que  
permeiam essa prática. A premissa é que o comportamento de busca e consumo de informação  
sobre saúde sexual é um determinante crucial.  
A partir daí, formulamos questões de pesquisa que guiaram a coleta e análise dos dados:  
quais são os principais fatores associados à DE em jovens brasileiros? Qual a relação entre a  
desinformação e o consumo precoce? Quais as consequências informacionais dessa prática?  
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ARTIGO  
Em seguida, foi realizada uma busca extensiva em base de dado acadêmica, Google  
Scholar (Google Acadêmico), além de literatura cinzenta como teses e dissertações disponíveis  
em repositórios de universidades brasileiras. Foram utilizados descritores em saúde  
correspondentes aos seguintes termos: "disfunção erétil", "jovens brasileiros", "estimulantes  
sexuais", e "acessórios para ereção". Essas fontes asseguraram uma cobertura ampla e  
representativa da literatura disponível sobre o tema.  
A seleção dos estudos seguiu critérios predefinidos, incluindo artigos publicados nos  
últimos dez anos, estudos realizados com amostras brasileiras ou que apresentassem relevância  
para a população brasileira, e publicações em português, inglês e espanhol. Excluímos estudos  
que focavam especificamente em populações fora da faixa etária, doenças não relacionadas à  
saúde sexual e revisões de baixa qualidade.  
Com os artigos selecionados, conduzimos uma análise minuciosa de suas contribuições,  
qualidades metodológicas e relevâncias contextuais. Souza et al. (2010) destaca que em uma  
revisão integrativa, é crucial avaliar criticamente cada estudo para extrair insights valiosos e  
representar adequadamente o panorama atual da pesquisa. Deste modo, prestamos especial  
atenção às diferenças e similaridades nas descobertas, às lacunas nas pesquisas prévias e às  
potencialidades de intervenção que cada estudo poderia sugerir.  
7
Por fim, estruturamos e sintetizamos os achados em temas que informam os  
subsequentes capítulos deste artigo. Esta etapa final da revisão integrativa reflete um  
compromisso em fornecer uma visão clara e abrangente da situação da disfunção erétil entre  
jovens brasileiros, bem como das práticas de dopagem sexual, sempre ancorada em evidências  
robustas e conclusões críticas derivadas da literatura revisada.  
3.2 COLETA DE DADOS E FONTES  
A coleta de dados para esta pesquisa foi meticulosamente planejada e executada,  
assegurando que as informações obtidas fossem relevantes, atualizadas e abarcassem os  
múltiplos aspectos do tema em questão. A complexidade associada à disfunção erétil em jovens  
brasileiros e o uso de estimulantes sexuais requer uma abordagem holística que considere ao  
mesmo tempo fatores psicológicos, fisiológicos e sociais.  
Para alcançar esse objetivo, utilizamos fontes primárias e secundárias amplamente  
reconhecidas na área de saúde e ciências sociais. O Google Acadêmico é uma ferramenta  
valiosa para a pesquisa de artigos científicos devido à sua ampla acessibilidade e variedade de  
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fontes. Permitindo que usuários de diferentes níveis, desde estudantes a pesquisadores, realizem  
buscas de maneira intuitiva e eficiente (Mugnaini; Strehl, 2008).  
O Google Acadêmico indexa uma vasta gama de publicações, como artigos de revistas,  
teses e livros, apresentando resultados relevantes que priorizam estudos mais citados e  
impactantes. Entre as vantagens da plataforma, destacam-se opções de filtragem por data e  
autor, além de fornecer informações sobre como os artigos foram citados em outras pesquisas,  
permitindo uma análise do impacto e importância do trabalho. Está base foi escolhida em razão  
de seu abrangente acervo de artigos científicos e por disponibilizarem conteúdo focado  
especificamente em saúde na América Latina, incluindo o Brasil (Carilli et al., 2023).  
No quadro 1, podemos identificar a recuperação de 09 artigos científicos, com a  
identificação do Título do Artigo, Ano, Autor, Objetivos e Periódicos:  
Quadro 1 Relação de artigos  
ARTIGO  
ANO  
AUTOR  
OBJETIVO  
PERIÓDICO  
Verificar se a pornografia e  
a masturbação acarretam  
disfunção erétil, de modo a  
reconhecer os motivos de  
tais práticas e as maneiras  
de evitar a ocorrência da  
dificuldade psicogênica de  
ereção.  
8
Pornografia e  
masturbação são causas  
de disfunção erétil  
psicogênica?  
NERY, Clemilson  
Bruno da Silva.  
Revista Eletrônica  
Acervo Saúde  
2025  
Investigar sobre os motivos  
que levam ao uso de  
medicamentos de disfunção  
erétil (DE) por estudantes  
de Medicina em uma  
universidade pública de  
Minas Gerais (MG).  
É analisar a utilização de  
medicamentos para  
melhora do desempenho  
sexual masculino sem  
indicação médica.  
O objetivo deste trabalho  
foi determinar os impactos  
de esteróides anabolizantes  
Homens jovens e a  
medicalização da  
sexualidade: uso de  
medicamentos de  
disfunção erétil entre  
estudantes de medicina.  
ALMEIDA, Iago  
Ferreira Pinto. et al.  
Revista Eletrônica  
Acervo Saúde  
2025  
2024  
2024  
Análise sobre  
automedicação para  
desempenho sexual no  
sexo masculino.  
BORKLIAN, André  
Revista UNISA  
Sanazar. et al.  
Esteróides  
anabolizantes e  
fertilidade masculina:  
efeitos na saúde  
reprodutiva de adultos  
jovens  
GALLON, Ana  
Brazilian Journal of  
Health Review  
Clara Moreira. et al. na saúde reprodutiva e  
fertilidade de jovens  
adultos.  
Revisão integrativa  
sobre o uso  
Realizar uma pesquisa  
indiscriminado de  
medicamentos para  
disfunção erétil em  
indivíduos jovens e  
adultos Uma visão dos  
últimos 20 anos  
bibliográfica da literatura  
especificando o uso  
abusivo de medicamentos  
para disfunção erétil pela  
população jovem e adulta.  
ANDRADE, Sâmia  
Moreira de. et al.  
Diversitas Journal  
2024  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-21, e-131, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
Refletir sobre o hábito dos  
jovens em fazer uso  
abusivo de estimulantes  
sexuais, além disso,  
Reflexões sobre o uso  
de medicamentos para  
disfunção erétil pela  
população jovem  
pretende compreender os  
aspectos gerais dos jovens,  
sua relação com a  
COSTA, Eduardo  
Pesquisa, Sociedade  
e Desenvolvimento  
2021  
Sousa. et al.  
sexualidade e a  
importância do papel do  
farmacêutico nas práticas  
de automedicação entre os  
jovens.  
Resquisar e refletir sobre o  
comportamento sexual da  
juventude atual, em estágio  
de alta velocidade de  
mudanças e exigências de  
adaptações, e, mais  
especificamente, sobre o  
uso não recomendado de  
estimulantes sexuais pela  
população jovem  
O uso de estimulantes  
de ereção pela  
Revista Brasileira de  
Sexualidade  
SCHEFFE, Juliano  
população jovem  
2015  
Duque. et al.  
Humana  
masculina.  
Descrever as  
9
Consequências do uso  
indiscriminado de  
Citrato de Sildenafila  
em uma população  
masculina jovem de 18  
a 29 anos  
consequências do uso  
indiscriminado de Citrato  
de Sildenafila em uma  
população jovem  
masculina com idade entre  
18 e 29 anos.  
É realizar uma revisão  
sistemática da literatura  
sobre o uso indiscriminado  
do medicamento Citrato de  
Sildenafila em jovens.  
ROMÃO, Maria  
Regina de Souza. et  
al.  
Pesquisa, Sociedade  
e Desenvolvimento  
2022  
2023  
PILLMAN, Geraldo  
Cannes;  
SANTOS, Leo  
Rodrigo de Sousa  
Silva.  
O uso indiscriminado  
de citrato de sildenafila  
por jovens: uma revisão  
sistemática da literatura  
Pesquisa, Sociedade  
e Desenvolvimento  
Fonte: Dados da pesquisa autores (2025).  
Na aplicação dos critérios de seleção para a busca de artigos, priorizamos publicações  
dos últimos dez anos para garantir que o conteúdo fosse atual e relevante para a conjuntura  
contemporânea. Além disso, consideramos artigos escritos em português, inglês e espanhol,  
permitindo assim uma análise comparativa e ampla dos achados científicos. Usamos  
combinações de palavras-chave como "disfunção erétil", "jovens brasileiros", "estimulantes  
sexuais, a fim de refinar a busca e garantir que os estudos selecionados fossem diretamente  
pertinentes ao tópico pesquisado.  
Além das bases de dados científicas, a coleta de dados também incluiu uma revisão de  
fontes de literatura cinzenta como: Relatórios técnicos, Documentos governamentais, Anais de  
conferências, Boletins informativos, Relatórios de pesquisa. Essas fontes são frequentemente  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-21, e-131, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
menos visíveis, mas oferecem percepções valiosos para tópicos emergentes na literatura  
convencional (Ercole et al., 2014).  
Este acesso a uma variedade de fontes complementares nos forneceu um pano de fundo  
rico e diverso, essencial para analisar a questão de forma completa. Para enriquecer ainda mais  
a pesquisa, também revisamos diretrizes de saúde pública e documentos oficiais publicados por  
instituições brasileiras, como o Ministério da Saúde, que frequentemente apresentam dados  
estatísticos atualizados e políticas de saúde pertinentes.  
Esses documentos forneceram um contexto substancial sobre as condições de saúde dos  
jovens e as abordagens governamentais para o tratamento e prevenção de disfunções sexuais,  
oferecendo um contraponto prático ao conhecimento puramente acadêmico.  
Durante o estágio de coleta de dados, cada artigo, foram cuidadosamente avaliados  
quanto à qualidade metodológica e à aplicabilidade direta ao escopo do nosso estudo, que  
sistematiza o processo de triagem e seleção de estudos em revisões de literatura, sistemática,  
integrativa e bibliográfica.  
10  
Com a finalidade garantir a integridade e a validade dos dados coletados, perguntas  
cruciais foram levantadas em relação aos métodos de cada estudo, as populações estudadas e a  
natureza dos dados coletados em cada pesquisa revisada. Estes critérios ajudaram a eliminar  
dados que poderiam introduzir viés ou distorcer as conclusões da nossa revisão.  
Após a seleção, todos os dados foram sistematicamente organizados e categorizados  
conforme os temas identificados, como causas psicológicas da DE, uso de medicamentos e  
dispositivos, e impactos socioeconômicos. Este processo de categorização permitiu uma análise  
comparativa e integrada dos dados, realçando não apenas as tendências gerais, mas também as  
áreas com necessidade de mais investigação.  
Assim, a coleta de dados por meio dessas fontes e sua análise rigorosa formaram a base  
robusta sobre a qual a presente investigação está ancorada, garantindo que os achados relatados  
neste artigo sejam apoiados por evidências concretas e relevantes ao panorama atual da saúde  
sexual dos jovens brasileiros.  
3.3 ANÁLISE DOS DADOS  
A análise dos dados obtidos por meio do nosso método de coleta seguiu um caminho  
sistemático e detalhado, com o objetivo de interpretar e sintetizar a vasta gama de informações  
disponíveis sobre a disfunção erétil em jovens brasileiros e o uso de estimulantes sexuais e  
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ARTIGO  
acessórios. Esta seção detalha as etapas seguidas para transformar esses dados em insights  
significativos e relevantes.  
Primeiramente, os dados coletados foram agrupados de acordo com temas centrais  
identificados durante a revisão, tais como causas fisiológicas e psicológicas da disfunção erétil,  
o impacto do uso de medicamentos como sildenafil e tadalafil, o papel de dispositivos externos,  
e as implicações sociais do fenômeno da disfunção erétil”. Essa categorização inicial permitiu  
uma visão organizada das áreas relevantes do estudo, facilitando subsequente aprofundamento  
nas análises.  
A análise envolveu métodos qualitativos e quantitativos. As informações qualitativas  
foram abordadas por meio de uma análise crítica do conteúdo, utilizando técnicas como a  
codificação temática. Segundo Dalfovo et al., (2008), a codificação temática permite a  
identificação de padrões ou temas dentro dos dados qualitativos, o que é útil para examinar  
como questões complexas, como a saúde sexual, são compreendidas e abordadas na literatura  
e na prática (Dalfovo et al., 2008). Aplicamos esta técnica para desvendar nuances e obter uma  
compreensão detalhada das narrativas e discursos presentes nos textos revisados.  
Por outro lado, quando dados quantitativos estavam disponíveis, como estatísticas sobre  
prevalência de uso ou eficácia dos tratamentos, foram aplicados métodos descritivos para  
resumir, interpretar e apresentar as informações de forma clara.  
11  
O quadro foi elencado para ilustrar essas tendências e relações, permitindo uma  
visualização rápida e eficaz das informações. Isso foi essencial, especialmente ao lidar com  
dados sobre incidência de DE nos grupos etários analisados, efeitos observados do uso de  
medicamentos, e informações demográficas extraídas dos estudos selecionados.  
Um elemento crucial da análise foi a triangulação dos dados. A triangulação, que integra  
múltiplas fontes de dados para validar e aprofundar os resultados, assegurou que as conclusões  
tiradas não se baseassem em uma única perspectiva ou conjunto de informação. Por exemplo,  
dados de estudos clínicos foram comparados com achados de questionários epidemiológicos e  
análises de literatura cinzenta para confirmar padrões observados sobre o uso de estimulantes  
sexuais e acessórios.  
Adicionalmente, revisões críticas dos estudos foram conduzidas para avaliar a robustez  
metodológica e a validade dos achados de cada artigo. O critério de análise incluiu apreciações  
sobre o desenho do estudo, o tamanho da amostra, a metodologia de coleta de dados, e a  
relevância dos resultados apresentados para a população brasileira alvo.  
Com todos os dados refinados, procedemos à integração das informações em um relato  
coerente que reflete as inter-relações entre os fatores identificados. Um dos desafios foi abordar  
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a interação complexa entre fatores psicológicos e fisiológicos, o que exigiu cuidadosa  
consideração sobre como essas interações influenciam os comportamentos relacionados ao uso  
de estimulantes e dispositivos.  
Conclusivamente, a análise dos dados não só revelou diversas facetas da disfunção erétil  
entre jovens brasileiros, mas também apontou para significativas lacunas de pesquisa que  
demandam novas abordagens investigativas. Destacamos a necessidade de estudos mais  
direcionados para entender melhor as motivações individuais e sociais para o uso de práticas de  
doping sexual, bem como estudos longitudinais para avaliar os efeitos a longo prazo desses  
comportamentos.  
Este processo analítico não apenas facilita a interpretação dos dados num contexto  
científico, mas também garante que as conclusões apresentadas neste trabalho sejam  
fundamentadas em uma estrutura rigorosa de pesquisa, refletindo a realidade das práticas atuais  
e suas implicações no imaginário social e na saúde pública.  
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS  
12  
4.1 FATORES CAUSADORES DA DISFUNÇÃO ERÉTIL  
A análise dos resultados obtidos através da revisão integrativa revelou uma série de  
fatores multidimensionais que contribuem para a disfunção erétil (DE) em jovens brasileiros,  
de 18 a 30 anos. Esses fatores são complexos, interligando aspectos psicológicos, fisiológicos  
e sociais, e diferenciam o perfil da DE nesta faixa etária em comparação a populações mais  
velhas.  
Um dos principais determinantes identificados é o componente psicológico, que  
apareceu de forma proeminente na literatura revisada. A ansiedade de desempenho é  
especialmente prevalente, sendo reportada como um fator significativo que afeta a capacidade  
de atingir e manter uma ereção. Coutinho et al. (2020) argumentam que o estresse relacionado  
ao desempenho sexual é frequentemente alimentado por expectativas irreais que os jovens têm  
sobre sexualidade, muitas vezes amplificadas pelo consumo excessivo de pornografia. Isso  
resulta em uma pressão social não apenas para alcançar, mas para superar esses padrões  
idealizados.  
Além disso, quadros de ansiedade e depressão são destacados como coadjuvantes da DE  
entre jovens. A correlação entre saúde mental e capacidade sexual é evidente, sugerindo que  
desordens emocionais possuem um impacto direto sobre a função erétil. Barbieri Filho &  
Vasconcellos (2021) notaram que o tratamento de transtornos de ansiedade, por exemplo,  
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frequentemente contribui para a recuperação da função erétil, indicando uma ligação clara entre  
saúde mental e sexual.  
Do ponto de vista fisiológico, a pesquisa destacou que, embora menos prevalentes do  
que em homens mais velhos, condições médicas subjacentes como problemas cardiovasculares,  
obesidade, e doenças metabólicas, como diabetes, também estão presentes entre jovens com  
DE, Corrêa et al. (2024) ressalta que os fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão e  
níveis elevados de colesterol, têm um efeito direto sobre a saúde dos vasos sanguíneos,  
impactando negativamente a função erétil.  
Outro aspecto fisiológico frequentemente subestimado é o impacto hormonal. Níveis  
reduzidos de testosterona, embora não comuns em jovens, podem ocorrer e influenciar no  
desempenho sexual. Adicionalmente, o uso de substâncias recreativas, como o abuso de álcool  
e drogas ilícitas, também se correlaciona com a incidência de DE, criando um cenário no qual  
o estilo de vida dos jovens desempenha um papel fundamental na etiologia do problema  
(Rezende; Silva, 2021).  
13  
Os fatores sociais e culturais não podem ser ignorados e surgiram como influências  
significativas na ocorrência de DE entre jovens. A pressão para corresponder a um ideal de  
masculinidade, amplamente promovido por mídias e redes sociais, pode resultar em um ciclo  
de insatisfação e desempenho insatisfatório. Andrade et al. (2024) argumentam que estas  
experiências culturais desempenham um papel crucial na autoimagem dos jovens homens,  
impactando a confiança e, consequentemente, a função erétil.  
No contexto social, também identificamos que a comunicação insatisfatória em  
relacionamentos amorosos pode exacerbar os problemas de DE. A falta de diálogo sobre  
expectativas sexuais e a ausência de suporte emocional são temas recorrentes nas narrativas de  
jovens com DE, sugerindo que a educação e a orientação em saúde sexual poderiam mitigar  
alguns desses problemas (Abdo et al., 2024).  
Concluindo, a disfunção erétil em jovens brasileiros é determinada por uma combinação  
complexa de fatores psicológicos, fisiológicos, e sociais. A identificação desses fatores é  
essencial para o desenvolvimento de estratégias de intervenção eficazes que compreendam e  
abordem essa multifacetada questão de saúde pública. Trata-se de um problema que exige uma  
abordagem multidisciplinar, contemplando desde a psicoterapia e intervenções médicas, até  
campanhas de sensibilização e orientação socioeducativa, visando proporcionar uma saúde  
sexual plena e satisfatória para esta população.  
4.2 USO DE ESTIMULANTES SEXUAIS E ACESSÓRIOS  
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A análise sobre o uso de estimulantes sexuais e acessórios entre jovens brasileiros de 18  
a 30 anos, no contexto da disfunção erétil, revela tendências preocupantes e nuances que  
merecem maior atenção por parte tanto das autoridades de saúde quanto da academia. Essa  
prática, muitas vezes intitulada de 'doping sexual', envolve o uso de medicamentos licenciados  
para disfunção erétil, como sildenafila (Viagra) e o tadalafila (Cialis), bem como dispositivos  
mecânicos como anéis de constrição e bombas a vácuo.  
Os resultados das pesquisas revisadas indicam que muitos jovens estão recorrendo a  
esses tratamentos não somente como uma solução médica para DE, mas também como uma  
forma de "potencializar" suas experiências sexuais, mesmo sem diagnóstico clínico de  
disfunção erétil. Segundo Batista et al. (2025), o uso recreativo desses medicamentos está  
crescendo, impulsionado por percepções distorcidas sobre a masculinidade e o desempenho  
sexual "ideal", muitas vezes reforçadas em ambientes de alta pressão social, como festas e  
encontros casuais.  
O uso de estimulantes sexuais é frequentemente facilitado pelo fácil acesso a esses  
medicamentos através da internet, muitas vezes sem prescrição ou consulta médica adequada.  
Isso não só aumenta o risco de efeitos adversos à saúde, como também encoraja o surgimento  
de dependências psíquicas e físicas. Teixeira Júnior et al. (2019) observam que jovens que  
utilizam esses estimulantes, sem supervisão médica, correm o risco de desenvolver uma  
tolerância psicológica, na qual acreditam que não podem ter um desempenho satisfatório sem  
o uso dessas substâncias.  
14  
Além dos fármacos, a literatura revela um interesse crescente no uso de dispositivos  
mecânicos. Anéis de constrição, por exemplo, que atuam restringindo o fluxo sanguíneo para  
manter a ereção, são frequentemente usados como alternativa ou complemento aos  
medicamentos. Embora eficazes em alguns casos, seu uso inadequado pode resultar em  
complicações adicionais, como danos tissulares ou potencialmente perigosos casos de ereção  
prolongada, conhecidos como priapismo (Wespes et al., 2002).  
Os dispositivos de vácuo também são populares, por vezes recomendados por  
profissionais de saúde como um método menos invasivo de auxiliar indivíduos com disfunção  
erétil, especialmente quando os medicamentos não são eficazes ou são contraindicados. No  
entanto, seu uso requer instrução e monitoramento adequados para prevenir lesões e maximizar  
a eficácia. Franco et al. (2021) argumentam que a falta de conhecimento ou de instrução pode  
levar a uma utilização incorreta, o que pode, em última análise, prejudicar em vez de ajudar.  
Um aspecto importante a considerar é o impacto psicológico do "doping sexual". O uso  
contínuo e a dependência de medicamentos para alcançar a função erétil podem deteriorar ainda  
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mais a autoconfiança e gerar um estado contínuo de ansiedade sobre o desempenho sexual sem  
tais substâncias. Isso reflete um ciclo problemático onde a solução momentânea intensifica os  
problemas subjacentes, conforme enfatizado por Rodrigues et al. (2021).  
Considerando esses achados, é claro que há uma necessidade urgente de intervenções  
educativas eficazes que possam informar os jovens sobre os riscos associados ao uso  
recreacional e não supervisionado de estimulantes sexuais e acessórios. Campanhas de  
conscientização, aliadas a uma melhor formação dos profissionais de saúde para abordarem  
essas questões com sensibilidade e eficácia, são essenciais. A promoção de uma abordagem  
balanceada e realista sobre a sexualidade pode ajudar a desmistificar a necessidade dessa forma  
de "doping" e encorajar práticas mais saudáveis e satisfatórias.  
Neste quadro, o papel do cuidado integral à saúde, que inclui não apenas o bem-estar  
físico, mas também o psicológico e social, é mais uma vez sublinhado como fundamental para  
enfrentar eficientemente o problema abrangente da disfunção erétil entre jovens e o uso  
associado de estimulantes sexuais e acessórios.  
15  
4.3 CONSEQUÊNCIAS DO USO CRÔNICO  
O uso crônico de estimulantes sexuais e acessórios para manutenção da ereção entre  
jovens brasileiros levanta preocupações significativas relacionadas à saúde a longo prazo,  
abrangendo tanto aspectos físicos quanto psicológicos. Esses efeitos são, em grande parte,  
subestimados no discurso popular e frequentemente negligenciados em práticas de autogestão  
de saúde entre os jovens.  
Felizmente, a literatura científica brasileira começa a incluir estudos que iluminam as  
consequências do uso prolongado desses medicamentos, oferecendo insights valiosos.  
Inicialmente, deve-se considerar que o uso contínuo de inibidores da fosfodiesterase tipo 5  
(PDE5), como sildenafila, pode levar a uma diminuição da resposta do organismo ao  
medicamento. Isso ocorre devido a um fenômeno conhecido como "efeito rebote", onde o  
indivíduo se torna dependente do medicamento para alcançar e manter uma ereção, mesmo  
quando condições que incitaram o uso foram resolvidas. Conforme discutido por Scheffer &  
Andreata, (2015), essa dependência pode complicar ainda mais a função erétil, uma vez que  
cria barreiras para uma função sexual normal sem intervenção farmacológica.  
Além da dependência, os medicamentos para disfunção erétil podem acarretar efeitos  
adversos no sistema cardiovascular, especialmente quando usados por indivíduos que não  
possuem prescrição médica apropriada. Corrêa et al. (2024) aponta que o uso indiscriminado  
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pode aumentar o risco de episódios de hipotensão, principalmente quando os medicamentos são  
combinados com nitritos ou álcool. Episódios de pressão baixa podem resultar em síncopes ou,  
em casos extremos, em perigosas quedas nas respostas cardíacas.  
No que diz respeito aos efeitos psicológicos, o uso crônico de estimulantes sexuais pode  
exacerbar questões de autoestima e identidade sexual. Há um relato crescente de dependência  
psicológica, onde o medo de falhar sexualmente sem a ajuda de medicamentos pode criar um  
ciclo de ansiedade e depressão (Rodrigues et al., 2021). Este tipo de dependência emocional  
tem efeitos duradouros, impactando negativamente a intimidade e a confiança nos  
relacionamentos pessoais.  
Os acessórios utilizados para auxiliar na ereção, tais como anéis de constrição e  
dispositivos de vácuo, também apresentam riscos quando utilizados de forma contínua. O uso  
repetido de anéis pode comprometer o fluxo sanguíneo e causar danos a longo prazo aos tecidos  
penianos, enquanto dispositivos de vácuo, se mal utilizados, podem levar a hematomas e danos  
à estrutura peniana (Rezende; Silva, 2021).  
16  
Ainda, as relações sociais e a qualidade de vida dos indivíduos podem sofrer um impacto  
adverso devido ao uso crônico dessas intervenções. A internalização de uma identidade  
dependente de medicamentos ou dispositivos para desempenho sexual pode diminuir a  
autoestima e a autorrelatada qualidade de vida (Scheffer; Andreata, 2015). Isso pode estender-  
se a áreas significativas da vida, incluindo relações de trabalho e interações sociais, resultando  
em uma percepção diminuída do valor próprio.  
A análise desses efeitos reforça a necessidade de uma maior conscientização e educação  
sobre os riscos associados ao uso crônico de estimulantes sexuais e acessórios. Profissionais de  
saúde devem estar preparados para oferecer orientação adequada e suporte aos jovens que  
enfrentam questões relacionadas à disfunção erétil, priorizando abordagens holísticas que  
considerem fatores físicos, emocionais e sociais. Políticas públicas que incluam programas  
educacionais em escolas e campanhas de saúde pública podem desempenhar um papel  
fundamental na transformação da percepção do que constitui uma saúde sexual positiva e  
sustentável, afastando as práticas de Medicalizaçãopara soluções mais saudáveis e  
duradouras.  
Portanto, as evidências destacam que o uso crônico de tratamentos para disfunção erétil  
entre jovens não é uma solução isenta de riscos, mas um pilar de complexidades que requerem  
atenção cuidadosa e ação coordenada para proteger a saúde e bem-estar geral dessa população  
emergente.  
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS  
A crescente preocupação com a disfunção erétil entre jovens brasileiros e o uso  
recorrente de estimulantes sexuais, conforme explorado no estudo base, configura um  
fenômeno complexo que pode ser profundamente analisado pela lente da Ciência da Informação  
e da Informação em Saúde.  
Este campo do conhecimento, focado nos processos de geração, fluxo, uso e impacto da  
informação, oferece um quadro teórico crucial para decifrar as dinâmicas subjacentes ao que se  
poderia chamar, em alusão ao tema proposto, de "A MEDICALIZAÇÃODA  
PERFORMANCE SEXUAL ENTRE HOMENS BRASILEIROS DE 18 A 30 ANOS:  
FLUXOS DE (DES)INFORMAÇÃO NO USO RECREATIVO DE ESTIMULANTES  
SEXUAIS".  
Como observado na pesquisa, a disfunção erétil em jovens não é uma anomalia rara,  
mas uma questão multifacetada, e seus desdobramentos estão intrinsecamente ligados a  
ecossistemas informacionais muitas vezes caóticos.  
17  
Sob a perspectiva da Ciência da Informação, o "fluxo da informação" sobre saúde sexual  
para este público é caracterizado por uma fragmentação significativa. Conforme apontado pelos  
resultados, que destacam a complexa interação de fatores psicossociais e a confiança em  
soluções médicas superficiais, observa-se uma clara desconexão entre fontes de informação  
qualificadas (como profissionais de saúde e campanhas públicas baseadas em evidências) e os  
canais efetivamente acessados e valorizados pelos jovens.  
A literatura da área demonstra que ambientes digitais, redes sociais e fóruns online  
tornam-se espaços primários para a busca e troca de informações, onde recomendações sobre  
dosagens, marcas e experiências com estimulantes são compartilhadas de forma recreativa e  
não crítica, configurando um fluxo predominantemente horizontal e pouco regulado. Esse  
cenário, como bem ilustra o conceito de Medicalizaçãoda performance, transforma o uso de  
substâncias em uma prática associada a scores, desempenho e competição, distorcendo  
completamente os parâmetros de uma saúde sexual integral.  
Nesse contexto, a noção de "(des)informação" torna-se central. O uso difundido de  
drogas e acessórios sem supervisão médica, frequentemente incentivado por esses fluxos  
informais, é sintoma de um grave déficit informacional. Não se trata apenas de falta de  
informação, mas da circulação ativa de informação imprecisa, incompleta ou deliberadamente  
enganosa, que promove atalhos perigosos em detrimento de abordagens multifacetadas.  
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As implicações de saúde pública são diretas: a dependência de soluções farmacológicas  
temporárias, com riscos cardiovasculares e psicológicos, é perpetuada por um ecossistema que  
prioriza a performance imediata em vez do bem-estar a longo prazo. A Ciência da Informação  
em Saúde alerta para as consequências dessas barreiras informacionais, que incluem a adoção  
de comportamentos de risco e a perpetuação de ciclos de ansiedade.  
Portanto, o caminho futuro para intervenções eficazes, como sugerido pelo estudo, deve  
incorporar estratégias robustas de gestão da informação. Programas educacionais e políticas  
públicas devem ser desenhados para interceptar e redirecionar esses fluxos de (des)informação,  
atuando nos mesmos canais digitais onde as narrativas da Medicalizaçãose proliferam. É  
necessário produzir e disseminar conteúdo científico, acessível e culturalmente relevante, que  
conteste normas sociais prejudiciais e ofereça uma visão equilibrada da saúde sexual.  
Pesquisas adicionais, tanto quantitativas quanto qualitativas, devem mapear com  
precisão esses fluxos informacionais para desenvolver ferramentas e mensagens eficazes. Em  
última análise, enfrentar este desafio exige uma abordagem multidisciplinar que posicione a  
informação qualificada como um pilar central para empoderar os jovens, promovendo uma  
saúde sexual holística e mitigando os riscos associados aos fluxos desregrados de  
(des)informação no contexto da performance sexual.  
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