ARTIGO  
Data de submissão: 21/12/2025 Data de aprovação: 10/02/2026 Data de publicação: 05/08/2026  
BIOSSEGURANÇA EM DOCUMENTOS DE ATIVIDADES  
CIENTÍFICAS  
tópicos aos arquivos, bibliotecas, museus e lugares de risco biológico  
Taiguara Villela Aldabalde1  
Universidade Federal do Espírito Santo  
Philippe Peterle Modolo2  
Universidade Federal do Espírito Santo  
Marcelo Calderari Miguel3  
Universidade Federal do Espírito Santo  
______________________________  
Resumo  
O estudo analisa a produção científica sobre biossegurança na Ciência da Informação no período de 2014 a 2023,  
com foco em suas aplicações para arquivos, bibliotecas e museus. Realiza-se um mapeamento de escopo  
preliminar e adota-se uma abordagem descritiva bibliométrica, com coleta de dados realizada na Base de Dados  
em Ciência da Informação (Brapci). Identificaram-se apenas oito artigos publicados em seis periódicos por 15  
pesquisadores. Os resultados evidenciam a escassez de pesquisas sobre o tema, embora 50% dos artigos  
concentrem-se em periódicos de alto impacto acadêmico (estrato Qualis A3). Constatou-se liderança feminina na  
autoria dos trabalhos (86,7%) e a ausência de grupos e linhas de pesquisa dedicados à biossegurança na área  
junto ao CNPq. Conclui-se que os poucos estudos em biossegurança em Ciência da Informação se relacionam  
com acervos bibliográficos, arquivísticos e laboratoriais.  
Palavras-chave: Mapeamento de escopo preliminar; Biossegurança; Arquivos, bibliotecas e museus;  
Laboratórios; Espaços de mediação da informação como lugares de risco biológico.  
BIOSAFETY IN DOCUMENTS OF SCIENTIFIC ACTIVITIES  
topics to archives, libraries, museums and biological risk places  
Abstract  
This study analyzes the scientific production on biosafety in Information Science between 2014 and 2023,  
focusing on its applications for archives, libraries, and museums. Seeking to do a preliminary scope review  
adopted a descriptive bibliometric approach, data were retrieved from the Information Science Database  
(Brapci). Only eight articles published across six journals by 15 researchers were identified. The results reveal a  
scarcity of research on the topic, although 50% of the articles are concentrated in high-impact journals (Qualis  
A3 tier). There is strong female leadership in authorship (86.7%) and an absence of dedicated research groups or  
lines in biosafety within Information Science in CNPq registers. The study concludes that findings in  
Information Science are related to archival, bibliographical and laboratory collections.  
1 Professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e da Graduação em Arquivologia  
da UFES. Pós-doutorado em Ciências da Informação pela Fundação Fernando Pessoa (Portugal), doutor em Ciência  
da Informação (UnB), mestre em História Social (USP) e bacharel em Arquivologia (UNIRIO).  
2 Mestre em Ciência da Informação (UFES), graduado em Arquivologia (UFES) e Pedagogia, com especializações em  
Psicopedagogia, Educação Digital e Gestão Educacional. Atua em pesquisa e extensão sobre memória institucional,  
arquivos escolares, acervos fotográficos e memoriais, integrando projetos como Tabularium Políticas de Arquivos  
e Acervos da Comunidade.  
3
Professor e pesquisador em Ciência da Informação, mestre na área e especialista em Educação Científica, graduado  
em Arquivologia, Administração, Biblioteconomia e Ciências Contábeis. Atua em gestão da informação e ação  
cultural, com foco em comportamento informacional, memória institucional, museus, patrimônio, políticas públicas e  
tecnologias educacionais.  
Esta obra está licenciada sob uma licença  
Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY-NC-SA 4.0).  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
Keywords: Preliminary Systematic Scope Review with descriptive bibliometric approach; Biosafety; Archives,  
libraries, and museums; Information mediation spaces as biological risk places.  
BIOSEGURIDAD EN DOCUMENTOS DE ACTIVIDADES CIENTÍFICAS:  
aspectos relacionados con archivos, bibliotecas, museos y lugares de riesgo biológico  
Resumen  
Este estudio analiza la producción científica sobre bioseguridad en la Ciencia de la Información entre 2014 y  
2023, centrándose en sus aplicaciones para archivos, bibliotecas y museos. En la revisión de alcance preliminar,  
se adopta un enfoque descriptivo y bibliométrico, con recolección de datos realizada en la Base de Datos en  
Ciencia de la Información (Brapci). Se identificaron sólo ocho artículos publicados en seis revistas por 15  
investigadores. Los resultados evidencian la escasez de investigaciones sobre el tema, aunque el 50% de los  
artículos se concentra en revistas de alto impacto (estrato Qualis A3). Se constató un fuerte liderazgo femenino  
en la autoría de los trabajos (86,7%) y la ausencia de grupos y líneas de investigación dedicados a la  
bioseguridad en la Ciencia de la Información en el CNPq. Se concluye que la mayoría de los estudios  
encontrados en Ciencia de la Información son de archivos, bibliotecas y laboratorios.  
Palabras clave: Revisión de alcance preliminar; Bioseguridad; Archivos, bibliotecas y museos; Espacios de  
mediación de la información y riesgo biológico.  
2
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS  
A Lei nº 14.846/2024, que atribuiu medida especial de proteção ao trabalho (BRASIL,  
2024), é um marco para os arquivos, bibliotecas, centros de documentação e museus. Mas o  
que isso significa em termos de demandas práticas? Para estas entidades de proteção de  
documentos, trata-se de um avanço no campo da segurança dos trabalhadores ou profissionais  
da informação e dos arquivos.  
Cabe assim considerar que, quando se trata de arquivos de laboratórios ou outros  
lugares de práticas de mediação da informação que incorrem em riscos biológicos, a  
obrigatoriedade de vigilância de normas na prevenção ou remediação de sinistros. Nesse  
contexto, Pereira, Borba e Jurberg (2009) destacam que essa vigilância deve ser  
operacionalizada por meio de uma gestão de biossegurança participativa, na qual a atuação  
das Comissões Internas monitora as atividades de risco.  
Dado que a biossegurança cabe ser reconhecida e pode ser desconhecida dos órgãos e  
instituições cabíveis, a sua mediação por documentos normativos e pelo resultado trabalho de  
profissionais tais como os artigos científicos, optou-se por destacar os estudos publicados  
sobre prevenção de riscos biológicos. Neste âmbito, a revisão de escopo emerge como uma  
técnica para avaliar produtos informacionais em espaços de mediação da informação por  
práticas editoriais, isto é, em sítios online que armazenam e disponibilizam os documentos  
que consigam informações sobre biossegurança, após serem editados ao acesso público.  
Podem as instituições como o Arquivo Central da UFJF, as bibliotecas públicas do  
Ceará, a Fundação Santa Casa do Pará, a Fiocruz e o Instituto Federal de São Paulo  
exemplificar cenários em que a biossegurança se firma não apenas como norma operacional,  
mas como um elemento estratégico e ético para a preservação da informação e a salvaguarda  
da saúde pública? Essas e outras questões poderiam servir como ponto de início para uma  
agenda concreta, contudo: Por onde começar? O tema da biossegurança tem sido tratado em  
arquivos, bibliotecas e laboratórios? Não se encontrar literatura em português sobre o tema,  
não significa que a pesquisa deve ser evitada e para encontrar ou não abundância ou raridade  
na literatura faz-se necessário mapear.  
3
Assim, a técnica de mapeamento de escopo preliminar é utilizada para descobrir  
lacunas científicas, neste caso no campo da biossegurança, com foco na interseção entre  
biossegurança e Ciência da Informação (CI). Portanto, serão objetos de investigação o período  
de destaque do termo 'biossegurança' nas indexações da base de dados, o número de artigos  
publicados sobre o tema e os autores mais produtivos na área. Além disso, este estudo busca  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
explorar quais enfoques são frequentemente abordados em documentos de pesquisa,  
apresentados na última seção.  
Se por um lado observar a produção científica não significa em termos práticos  
realizar a biossegurança, por outro, ao menos, pode-se ter em vista o que está sendo difundido  
como referência de biossegurança em uma base de dados de CI, determinando limites e fontes  
de informação iniciais.  
Objetiva-se contribuir para uma compreensão quali-quantitativa sobre documentos  
científicos sobre biossegurança, oportunizando insights sobre a lacuna na literatura e os  
limites de CI no tema, tendo por foco descobrir que tipo de acervos estão sob pesquisa  
(arquivísticos, museais, bibliográficos ou outros).  
Assim, os objetivos específicos do estudo incluem identificar no período de dez anos  
(2014 a 2023) os rumos da produtividade científica, mapear as principais revistas científicas e  
localizar as palavras-chaves mais recorrentes nos artigos sobre biossegurança indexados no  
acervo da Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência Da Informação  
(Brapci), identificando os acervos pesquisados em CI no tema da biossegurança.  
4
2
BUSCANDO  
DELIMITAR  
O
UNIVERSO  
DA  
BIOSSEGURANÇA:  
CONTEXTUALIZAR QUESTÕES FRAGMENTADAS ÀS IDEIAS AVANÇADAS  
A Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde  
(OPAS/OMS) identificam uma ampla gama de fatores de risco, abrangendo desde mudanças  
sociais e ambientes estressantes até hábitos laboratoriais e trabalhistas (Ardións; Navarro;  
Cardoso, 2013). Em seu escopo amplo, a biossegurança abarca ações destinadas a prevenir,  
controlar, mitigar ou eliminar riscos que possam comprometer a saúde humana e o meio  
ambiente. No contexto de arquivos, bibliotecas e museus, bem como em laboratórios e locais  
de risco biológico (biological risk places), destacam-se as normas que visam à segurança  
biológica dos profissionais. Essas instituições desempenham um papel duplo: cumprem  
normas de conduta e atuam na disseminação do conhecimento sobre biossegurança para  
mitigar os riscos aos quais seus usuários e trabalhadores estão expostos (Fiocruz, 2002;  
Ardións; Navarro; Cardoso, 2013; Navarro; Cardoso, 2014).  
Do ponto de vista da integridade física dos documentos arquivísticos e museológicos,  
insetos como o lepisma (traça) podem destruir partes essenciais do suporte, comprometendo a  
completude do documento e corroendo as inter-relações contextuais entre os artefatos (Froner;  
Souza, 2008). Convém lembrar que acervos em papel são compostos por celulose e  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
componentes bioquímicos que devem ser considerados na contextualização de sua gênese,  
guarda e preservação a longo prazo. A ausência de uma práxis de biossegurança amplifica a  
vulnerabilidade desses materiais.  
Embora ainda não exista literatura no Brasil a respeito da proteção de acervos contra  
materiais com risco, sabe-se por observação direta que muitas vezes exigem-se equipamentos  
especializados, como armários do tipo biohazard, projetados para selar e isolar agentes  
bioquímicos. No país, contudo, é escasso ou inexistente o registro de instituições culturais que  
disponham desse tipo de infraestrutura, embora seja possível adquiri-la via fornecedores  
internacionais (como Archival Methods e Preservation Equipment). Essa carência reforça a  
necessidade de protocolos rigorosos e metodologias sistemáticas no gerenciamento de  
documentos com riscos biológicos agregados, minimizando ameaças globais de  
biossegurança, sobretudo no cenário pós-pandemia da Covid-19.  
Paralelamente aos acervos tradicionais, o avanço da bioinformática trouxe novos  
desafios. O tratamento informacional e o arquivamento de dados sintetizados em materiais  
biológicos exigem condições extremamente controladas, dada a sensibilidade de organismos  
como as bactérias (Ceze; Nivala; Strauss, 2019). No armazenamento de dados em DNA  
(Church; Gao; Kosuri, 2012), os plasmídeos utilizados frequentemente contêm genes de  
resistência a antibióticos como marcadores de seleção. Embora a exposição isolada não cause  
doenças, falhas de protocolo, higienização inadequada de equipamentos de proteção  
individual (EPI) ou o estado imunológico debilitado do operador podem ocasionar infecções  
oportunistas e a transferência dessa resistência bacteriana.  
5
Como observam Rodrigues e Germano (2021), ainda que o agente biológico não  
deteriore diretamente o suporte digital ou tradicional, o documento passa a atuar como um  
vetor de contaminação, exigindo cuidados que transcendem a rotina arquivística  
convencional. Em um mundo sujeito a novas pandemias, a biossegurança consolida-se como  
um protocolo essencial de governança e de resposta a riscos ocupacionais e ambientais.  
Além das implicações operacionais e tecnológicas, a biossegurança demanda uma  
reflexão bioética e epistemológica. Sob essa perspectiva, Brunet (2000) aponta que o debate  
sobre a integridade física e a identidade biológica é essencial, pois as repercussões das  
técnicas científicas podem ultrapassar o indivíduo e interferir nos ecossistemas e no futuro das  
gerações. Para alcançar a sustentabilidade e a segurança pretendidas, é indispensável associar  
essas medidas a um processo contínuo de educação (Ribeiro; Cardoso, 2015). A resposta à  
segurança científica passa, necessariamente, pela avaliação de risco como elemento definidor  
das ações de biossegurança (Ribeiro; Cardoso, 2015).  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
Complementarmente, Fontelles et al. (2009) reforçam que o sucesso de qualquer  
investigação depende de um protocolo rigoroso, no qual o delineamento do método garanta  
uma pesquisa ética, factível e inovadora. A biossegurança fundamenta-se, portanto, na análise  
de riscos para estabelecer estratégias que considerem tanto a exposição objetiva quanto a  
assimilação subjetiva do perigo (Ribeiro; Cardoso, 2015). Essa dimensão dinâmica do risco é  
influenciada por valores, crenças e representações individuais e coletivas. Além disso, o  
contraste entre a busca por uma sociedade sustentável e o paradigma da "sociedade de risco"  
evidencia que práticas sociais que promovem o acesso à informação e à educação integradora  
(Ribeiro; Cardoso, 2015).  
Na prática profissional, os relatos de Azevedo e Martins (2023) ressaltam que a  
ausência de conteúdos sobre Conservação Preventiva na formação de bibliotecários e  
arquivistas brasileiros gera lacunas críticas. Dúvidas frequentes sobre o uso de EPIs, controle  
de biodeterioração e protocolos sanitários de higienização evidenciam a necessidade urgente  
de reformular os currículos acadêmicos. Trata-se de preparar os profissionais para gerir os  
riscos do ambiente informacional contemporâneo de forma abrangente.  
6
Diante desse cenário, cumpre questionar: quais termos e normas constituem os  
parâmetros legais da Política de Biossegurança no Brasil? A legislação nacional é regida  
principalmente pela Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005 (Lei de Biossegurança), que  
regulamenta o uso seguro de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) e suas  
pesquisas (Brasil, 2005). Essa lei é complementada por diretrizes técnicas da Comissão  
Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). No âmbito dos arquivos, bibliotecas e museus,  
a aplicação prática dessa legislação extrapola os laboratórios e deve abranger todo o  
gerenciamento de riscos da instituição, incluindo o controle de acesso aos espaços de  
mediação da informação tais como salas de consulta, reservas técnicas e outros lugares de  
mediação cultural como espaços expositivos.  
E quanto a pesquisa científica na área entre os arquivos e os laboratórios? O que pode  
ser descoberto? O letal antraz (Bacillus anthracis) já foi disseminado por meio de espécies  
documentais conhecidas como "cartas" (Cardoso; Vieira, 2015). Presume-se que algumas  
dessas amostras ainda estejam custodiadas em arquivos policiais e militares de modo que seu  
manejo passa pelo tema da biossegurança. Entretanto, nem toda presença biológica é nociva:  
em Portugal, a Universidade de Coimbra preserva o clima e a biologia de suas instalações,  
incluindo os morcegos que vivem em sua biblioteca e auxiliam no controle de pragas  
(Mathias et al., 2023). Se, por um lado, existem organismos benéficos, por outro, há perigos  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
biológicos que ameaçam os acervos e, sobretudo, a saúde das pessoas que manipulam  
documentos e materiais com algum grau de risco.  
Esta seção buscou expor como o tema da biossegurança pode parecer fragmentado e  
pela sua imbricação com tecnologia tende a ter uma progressão de ideias avançadas, de modo  
que, embora exista muito a ser pesquisado e investigado a respeito do tema, ainda fica pouco  
claro os limites. Assim, pelo mapeamento apresentado a seguir, podemos determinar as  
lacunas na literatura para que as contribuições futuras possam inserir-se, pois sem entender os  
atores e as redes de produção científica fica difícil alcançar uma compreensão mais profunda  
a respeito do tema.  
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS  
Com o objetivo de mapear a produção científica sobre biossegurança no campo da CI,  
realizou-se um estudo bibliométrico de caráter exploratório, contemplando as publicações  
veiculadas entre 2014 e 2023. A delimitação desse período possibilitou observar a evolução  
recente da temática ao longo de uma década, abrangendo tanto os anos anteriores à pandemia  
de Covid-19 quanto aqueles marcados por seus efeitos sobre as práticas de prevenção,  
controle de riscos e proteção em ambientes informacionais.  
7
Para a constituição do corpus documental, utilizou-se a Brapci, em razão de sua  
cobertura especializada e de sua relevância para a recuperação da produção científica  
brasileira e ibero-americana da área. A pesquisa concentrou-se em artigos publicados em  
periódicos científicos. A estratégia de busca adotou o termo “biossegurança” e seus  
correspondentes em inglês e espanhol, aplicados aos campos de recuperação disponibilizados  
pela base. A inclusão dessas formas linguísticas teve como finalidade ampliar a abrangência  
da busca e reduzir a possibilidade de exclusão de trabalhos pertinentes publicados em  
diferentes idiomas.  
A seleção dos documentos foi orientada por critérios previamente definidos. Foram  
incluídos artigos originais e de revisão indexados na Brapci, publicados entre 2014 e 2023 e  
diretamente relacionados à biossegurança no contexto da CI ou de seus ambientes de atuação,  
como bibliotecas, arquivos e museus. Excluíram-se registros duplicados, trabalhos  
apresentados em eventos, publicações situadas fora do intervalo temporal estabelecido e  
documentos nos quais a biossegurança aparecia apenas de forma incidental, sem constituir  
parte relevante do objeto, da fundamentação ou da análise desenvolvida.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
Após a recuperação dos registros, procedeu-se à leitura dos títulos, resumos e  
palavras-chave para verificar sua aderência ao escopo da investigação. Nos casos em que  
esses elementos não foram suficientes para determinar a pertinência temática, considerou-se  
necessária a consulta ao texto completo. Esse procedimento buscou conferir maior  
consistência à composição do corpus e evitar a inclusão de publicações cuja relação com o  
objeto de estudo fosse apenas aparente.  
Os dados foram organizados em planilha eletrônica no Microsoft Excel, considerando  
variáveis como ano de publicação, autoria, periódico, palavras-chave e enfoque temático. Essa  
sistematização permitiu identificar recorrências, elaborar tabelas e gráficos e analisar a  
distribuição temporal das publicações, os temas predominantes, os espaços de comunicação  
científica e possíveis lacunas investigativas.  
A abordagem bibliométrica contribuiu para compreender como a biossegurança tem  
sido incorporada às discussões da CI, especialmente no que se refere à gestão de riscos, à  
preservação de acervos, à proteção de trabalhadores e usuários e à elaboração de protocolos  
para bibliotecas, arquivos e museus. A escolha da Brapci justifica-se por sua cobertura  
especializada e por sua relevância para a recuperação da produção científica brasileira e ibero-  
americana em CI, conforme assinalam Miguel e Costa (2021) e Costa, Silva e Miguel (2022).  
Além disso, a Brapci favorece a identificação de tendências, lacunas temáticas e possíveis  
caminhos para o desenvolvimento de novas pesquisas na área.  
8
Entretanto, a utilização de uma única base e de termos específicos limita o  
levantamento às publicações recuperadas pela estratégia de busca, podendo excluir estudos  
que abordem questões correlatas sem empregar diretamente o termo “biossegurança”.  
Portanto, a pesquisa não pretende esgotar a produção existente, mas apresentar um panorama  
sistematizado do período analisado, identificar tendências e lacunas e oferecer subsídios para  
estudos futuros sobre biossegurança e bioproteção em ambientes informacionais.  
4 RESULTADOS  
Nesta seção, apresentam-se os indicadores bibliométricos referentes à produção  
científica sobre biossegurança indexada na Brapci entre 1º de janeiro de 2014 e 31 de  
dezembro de 2023. Embora o termo "biossegurança" tenha emergido na década de 1970,  
marco conceitual associado à Conferência de Asilomar, na Califórnia, sua inserção na CI  
brasileira ganha visibilidade apenas na segunda década do século XXI (Silva, 2010). Isso  
sugere que os debates sobre Segurança e Saúde no Trabalho (SST) vêm sendo impulsionados  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
progressivamente por práticas colaborativas e pela reestruturação de programas e políticas  
públicas institucionais. A Figura 1 ilustra a distribuição temporal das publicações ao longo do  
decênio analisado.  
Figura 1 Sondagem de publicações científicas no tema biossegurança  
9
Fonte: os autores, dados indexados em Brapci, maio, 2024.  
A análise contemplou o volume de publicações no período, a produtividade das  
revistas científicas, o perfil dos pesquisadores e as palavras-chave empregadas. Como  
parâmetro de classificação dos periódicos, adotou-se a avaliação Qualis/Capes (quadriênio  
20172020), disponível na Plataforma Sucupira.No quadriênio de 2020 a 2023, observa-se a  
manutenção da produção de conteúdos sobre biossegurança na CI, impulsionada pelos debates  
em torno da Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional (PHEIC) decorrente da  
pandemia de Covid-19. Esse cenário ampliou as discussões sobre biossegurança na era  
contemporânea em diversas convenções e centros de intercâmbio informacional.  
Nesse contexto, Galdino e Souza (2021) observam que a pandemia não apenas  
acelerou a transição digital, mas também expôs disparidades estruturais e ansiedades  
profissionais quanto à viabilidade dos protocolos de retorno presencial. Para os autores, a  
eficácia dessas medidas depende de diagnósticos que minimizem o estresse institucional,  
transformando recomendações prescritivas em estratégias exequíveis que garantam a  
segurança de usuários e servidores, reafirmando as bibliotecas como ambientes seguros.Em  
contrapartida, entre 2016 e 2019, identifica-se que a biossegurança pouco adentrou a literatura  
da CI, não se localizando na Brapci nenhuma publicação explícita para esse quadriênio. Trata-  
se de uma lacuna, visto que Lange (2023) reporta que a biossegurança se expressa em cinco  
grandes dimensões: prevenção, organização, emergência, treinamento e manutenção. A  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
relevância da pauta é reforçada pela celebração do Dia Mundial da Segurança e Saúde no  
Trabalho (28 de abril), instituído com o propósito de conscientizar o público sobre a  
prevenção de danos ergonômicos, químicos, psicológicos e biológicos aos trabalhadores. A  
Tabela 1 apresenta o perfil dos periódicos que publicaram artigos sobre a temática,  
acompanhados de suas respectivas classificações no Qualis/Capes (20172020), conforme a  
seguir.  
Tabela 1 Periódicos que publicam artigos sobre biossegurança  
Título  
Designação  
Issn  
Classificação Quantidade Percentil  
Revista Eletrônica De Com.  
Informação & Inovação em  
Saúde  
Revista Digital de  
Biblioteconomia e Ciência  
da Informação  
Reciis -  
Fiocruz  
1981-  
6278  
A3  
A3  
3
1
37,5%  
12,5%  
RDBCI -  
Unicamp  
1678-  
765X  
Revista Conhecimento em  
Ação  
2525-  
7935  
RCA - UFRJ  
RE-ABDF  
B1  
B3  
B3  
1
1
1
12,5%  
12,5%  
12,5%  
10  
Revista Eletrônica da  
Associação dos  
Bibliotecários do Distrito  
Federal  
2447-  
5750  
RFD - IFS  
Gephibes  
2595-  
9778  
Revista Fontes Documentais  
Revista Informação na  
Sociedade Contemporânea  
2447-  
0198  
RISC - UFRN  
-
B3  
-
1
8
12,5%  
1
Total 6 - Revistas  
Fonte: os autores, dados extraídos da Brapci e avaliação qualis/quadriênio 2017-2020, abr. 2024.  
Verifica-se que apenas seis periódicos concentram o total de oito artigos recuperados  
na Brapci. Destaca-se o estrato Qualis A3, composto por duas revistas (RECIIS e RDBCI)  
que representam 50% do total de artigos identificados. A RECIIS sobressai-se com três  
publicações (37,5%). O predomínio no estrato A3 indica que, embora o volume da produção  
acadêmica na CI seja modesto, as publicações veiculadas possuem relevante alcance e  
impacto acadêmico.Quanto à identificação das características das redes de autoria, o  
levantamento revelou o seguinte perfil: Entre os 8 artigos, 2 possuem autoria única (25%), 5  
possuem autoria dupla (62,5%) e 1 conta com mais de dois autores (12,5%). O predomínio de  
duplas e a baixa frequência de grupos maiores indicam a preponderância de equipes pequenas,  
sugerindo limitações na expansão das redes interdisciplinares.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
Quanto ao gênero dos autores: Identificou-se um total de 15 pesquisadores envolvidos  
nas publicações. Observa-se a predominância do gênero feminino, com 13 autoras (86,7%)  
em contraste com 2 autores do gênero masculino (13,3%), evidenciando o papel de destaque e  
a liderança das mulheres nas pesquisas sobre biossegurança na CI. Apenas dois pesquisadores  
destacaram-se com duas ou mais publicações no recorte analisado: Telma Abdalla de Oliveira  
Cardoso (Fundação Oswaldo Cruz) e Willian Eduardo Righini de Souza (Instituto Federal de  
São Paulo), embora no caso da primeira não trata apenas de acervos e biossegurança, mas da  
circulação na mídia sobre o tema. Ao consultar o Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil  
(DGP/CNPq), que centraliza as informações sobre os grupos em atividade no país,  
recuperaram-se 64 registros com o termo "biossegurança". Contudo, não existe nenhum  
registro de grupo de pesquisa cadastrado na área da Ciência da Informação. Os grupos  
concentram-se em áreas como Enfermagem, Saúde Coletiva, Odontologia, Medicina e  
Parasitologia, enquanto áreas como Administração, Ciências Ambientais e Direito possuem  
apenas um grupo cada. Constata-se também que o descritor "biossegurança" não integra as  
linhas de pesquisa formais da CI no Brasil.  
11  
A análise das palavras-chave dos documentos recuperados indicou maior concentração  
nos campos da Biblioteconomia e da Arquivologia, com escassa representação na  
Museologia. Na Biblioteconomia, os termos abrangem: Agenda 2030, bibliotecas públicas,  
bibliotecários, medidas sanitárias e protocolos de biossegurança. Na Arquivologia, abordam-  
se conservação preventiva, exposição a agentes biológicos e pandemia, refletindo a  
preocupação com a integridade física dos suportes e a proteção contra ameaças  
biológicas.Essa interseção entre biossegurança, sistemas de informação e gestão de riscos  
apresenta desafios e oportunidades únicas para os peopleware (Ardións; Navarro; Cardoso,  
2013). Garantir um ambiente seguro protege os profissionais e contribui para a preservação,  
acessibilidade e veracidade dos documentos, sejam eles patrimoniais, decorrentes de  
atividades científicas ou vinculados à curadoria de dados em repositórios de ensaios clínicos e  
farmacovigilância (Ardións; Navarro; Cardoso, 2013;).  
No campo da ética e da legalidade, o acesso a informações biológicas sensíveis impõe  
dilemas profundos. Conforme argumenta Brunet (2000), o uso de intervenções técnicas não  
elimina os riscos sociais e ambientais, uma vez que decisões relacionadas à identidade  
biológica podem ultrapassar a esfera individual e produzir efeitos sobre as gerações futuras.  
Essa perspectiva exige que a CI reconheça a informação biológica como um objeto complexo,  
cujo tratamento demanda critérios jurídicos e éticos consistentes.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
Nesse contexto, Sandalowski (2014) analisa a controvérsia em torno do uso de células-  
tronco embrionárias e do artigo 5º da Lei de Biossegurança, evidenciando a polarização entre  
os discursos científico e religioso no processo deliberativo brasileiro. O estudo demonstra que  
a biossegurança também envolve disputas sobre a regulamentação das biotecnologias, a  
comunicação pública da ciência e a participação social nas decisões que envolvem materiais  
biológicos. Essa abordagem amplia o debate no âmbito da CI ao destacar a mediação da  
informação científica, jurídica e ética em temas de interesse coletivo.  
Por sua vez, os acervos vinculados a laboratórios de pesquisa exigem atenção contínua  
aos riscos biológicos. A pandemia de Covid-19 reforçou a necessidade de protocolos flexíveis  
e integrados que contemplem o manejo seguro de amostras, a descontaminação de ambientes,  
a proteção dos profissionais e o uso adequado de equipamentos de proteção e contenção.  
Somada a essas medidas, a formação de redes multidisciplinares de pesquisa e colaboração  
em biossegurança, articuladas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, apresenta-se  
como estratégia para reduzir riscos em unidades de informação e em outros espaços de  
12  
mediação  
que  
custodiam  
ou  
manipulam  
suportes  
informacionais  
potencialmente  
contaminados.  
No campo da ética e da legalidade, a gestão de documentos produzidos em atividades  
científicas exige atenção às condições em que esses registros são criados, utilizados,  
armazenados, transferidos e disponibilizados. Cadernos de laboratório, relatórios técnicos,  
fichas de acompanhamento, prontuários de pesquisa, protocolos experimentais, imagens,  
bases de dados e registros relacionados a amostras biológicas podem conter informações  
sensíveis e permanecer associados a materiais ou ambientes de risco. Conforme argumenta  
Brunet (2000), as intervenções técnicas não eliminam as possíveis consequências sociais e  
ambientais das decisões relativas à informação biológica, sobretudo quando seus efeitos  
ultrapassam a esfera individual.  
Nessa perspectiva, a biossegurança aplicada aos documentos de atividades científicas  
envolve tanto a proteção das informações quanto a prevenção de riscos decorrentes do contato  
com suportes potencialmente contaminados. A atuação da CI deve contemplar critérios de  
identificação,  
classificação,  
acondicionamento,  
circulação,  
consulta,  
higienização,  
preservação e descarte desses documentos, considerando sua procedência, seu conteúdo e as  
condições ambientais às quais foram expostos. Também se torna necessário registrar  
ocorrências de contaminação, intervenções realizadas e restrições de acesso, de modo a  
assegurar a rastreabilidade das ações e a proteção dos profissionais e usuários.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
Em arquivos, bibliotecas e museus, o risco biológico pode estar relacionado à presença  
de fungos, bactérias, insetos, excrementos, umidade e outros agentes capazes de comprometer  
os acervos e a saúde das pessoas. Nos laboratórios, hospitais, biotérios, herbários, coleções  
microbiológicas e demais espaços de pesquisa, os documentos podem circular próximos a  
amostras, culturas, reagentes, animais ou materiais clínicos. Por essa razão, os procedimentos  
não devem ser uniformes, mas definidos de acordo com a natureza do acervo, o agente  
identificado, a forma de exposição e o nível de risco existente em cada instituição.  
Nesse contexto, Sandalowski (2014) oferece uma contribuição complementar ao  
analisar os debates éticos, jurídicos e sociais relacionados ao uso de células-tronco  
embrionárias e ao artigo 5º da Lei de Biossegurança. Embora o estudo não examine  
diretamente a preservação de documentos ou os riscos existentes em unidades de informação,  
evidencia que as atividades científicas produzem registros permeados por controvérsias,  
responsabilidades legais e diferentes interesses sociais. Esses documentos não constituem  
apenas fontes técnicas, pois também registram decisões, argumentos e processos deliberativos  
relacionados à regulamentação das biotecnologias.  
13  
A pandemia de Covid-19 evidenciou a necessidade de protocolos institucionais para  
documentos e acervos provenientes de ambientes com possível exposição biológica. Esses  
protocolos devem estabelecer procedimentos de recebimento, isolamento preventivo quando  
indicado, avaliação sanitária, higienização, acondicionamento e liberação para consulta. O uso  
de equipamentos de proteção individual ou contenção deve decorrer da avaliação técnica do  
risco, evitando exposições e medidas que possam danificar os documentos.  
A gestão desses acervos requer colaboração entre profissionais da informação,  
arquivistas, bibliotecários, museólogos, conservadores, pesquisadores e especialistas em  
saúde ocupacional e biossegurança. Essa articulação permite conciliar preservação  
documental, acesso à informação e proteção da saúde, além de favorecer planos de  
emergência, capacitação e registros padronizados de incidentes. Assim, a biossegurança  
integra o ciclo de vida dos documentos científicos, desde sua produção até a destinação,  
preservação permanente ou descarte seguro.  
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A PARTIR DOS ACHADOS PRINCIPAIS  
Os principais achados são os seguintes ao escopo: tratam de biossegurança nas  
bibliotecas Bernardino et. al. (2022), Neves, Lubisco, Menezes (2025), Galdino e Souza  
(2021) e Silva (2020); ao passo que Azevedo e Martins (2023) abordam o tema no arquivo e  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
na biblioteca, enquanto Rodrigues e Germano (2020) apenas em arquivos. Por outro lado,  
Pereira, Borga, Jurberg (2009) delimitam-se ao laboratório, em outra direção Ribeiro e  
Cardoso (2015) abarcam o laboratório e o ambiente natural. Assim, os poucos estudos se  
concentram em acervos bibliográficos, arquivísticos e laboratoriais. Ficando evidente a lacuna  
no escopo de museus.  
O mapeamento na Brapci permitiu identificar um total de oito artigos produzidos por  
15 pesquisadores e distribuídos em seis periódicos entre 2014 e 2023. Ficou evidente a  
contribuição pioneira de pesquisadoras mulheres, que representam 86,7% das autorias, com  
destaque para a atuação de Cíntia Moraes Borba, Claudia Jurberg, Maria Eveline Castro  
Pereira e Telma Abdalla de Oliveira Cardoso na introdução do tema na CI.  
Embora o volume numérico de publicações seja quase desprezível estatisticamente, a  
produção veiculada apresenta alto rigor qualitativo, visto que metade dos artigos concentra-se  
em periódicos do estrato Qualis A3 (RECIIS e RDBCI). Contudo, persistem lacunas, como a  
ausência de grupos e de linhas de pesquisa dedicados à biossegurança na CI junto ao CNPq,  
além da incipiente representação da temática no campo da Museologia.  
14  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
REFERÊNCIAS  
ALMEIDA, A. V.; FALCÃO, J. T. R. As Teorias de Lamarck e Darwin nos livros didáticos  
de Biologia no Brasil.  
, Bauru, v. 16, n. 3, 2010. Disponível em:  
Ciência & Educação  
ARDIÓNS, J. P.; NAVARRO, M. B. M. A.; CARDOSO, T. A. O. Biossegurança e sistemas  
de informação: a rede e o gerenciamento de risco  
v. 21, n. 3, p.303-308, set. 2013. Disponível em:  
, Rio de Janeiro,  
. Cadernos Saúde Coletiva  
AZEVEDO, F. C.; MARTINS, L. F. A conservação preventiva nos cursos de Arquivologia e  
Biblioteconomia na Unirio: um relato de experiência a partir de duas ações.  
Revista  
, Rio de Janeiro, v. 8, n. 1, 2023. Disponível em:  
Conhecimento em Ação  
BEATO, C. C. Hard Sciences e Social Sciences: Um Enfoque Organizacional.  
, v. 41,  
Dados  
2025.  
BIOSSEGURANÇA. In: DICIONÁRIO da Academia Brasileira de Letras - ABL. Rio de  
palavra/biosseguranca. Acesso em: 8 mar. 2024.  
15  
BRAPCI: BASE DE DADOS REFERENCIAL DE ARTIGOS DE PERIÓDICOS EM  
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO.  
. Porto alegre,  
Acervo de publicações brasileiras em CI  
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCIN, Universidade Federal do  
abr. 2023.  
BRASIL [REPÚBLICA FEDERATIVA DO].  
.
Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005  
Dispõe sobre a nova Lei de Biossegurança. Diário Oficial da União [da República Federativa  
do Brasil], Brasília, DF: promulgada em 28.03.2005. Disponível em:  
2024.  
BRASIL [REPÚBLICA FEDERATIVA DO].  
Acrescenta  
Lei nº 14.846 de 24/04/2024.  
dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452,  
de 1º de maio de 1943, para atribuir medida especial de proteção ao trabalho realizado em  
arquivos, em bibliotecas, em museus e em centros de documentação e memória. Disponível  
mar. 2024.  
BRUNET, K. S. Engenharia genética: implicações éticas e jurídicas.  
Paulo, v. 48, n. 278, p. 44-64, ago. de 2000.  
, São  
Revista jurídica  
CARDOSO, T. A. O.; VIEIRA, D. N. Bacillus anthracis como ameaça terrorista.  
Saúde  
, v. 40, n. 107, p. 1138-1148, 2015. Disponível em:  
Debate  
2025.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
CARDOSO, T. Ab. de O.; NAVARRO, M. B. M. A. Ebola e a mídia.  
Revista  
RECIIS:  
Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 8, n. 3,  
2014. DOI: 10.3395/reciis.v8i3.443. Disponível em:  
CEZE, L.; NIVALA, J.; STRAUSS, K. Molecular digital data storage using DNA.  
Nature  
, London, v. 20, n. 8, p. 456-466, ago. 2019. Disponível em:  
Reviews Genetics  
CHURCH, G. M.; GAO, Y.; KOSURI, S. Next-generation digital information storage in  
DNA. , New York, v. 337, n. 6102, p. 1628, 28 set. 2012. Disponível em:  
Science  
COSTA, R. P. F.; SILVA, L. C.; MIGUEL, M. C. Memórias da Wikipédia nalguns artigos da  
Brapci: exame quantitativo da literatura portuguesa e espanhola.  
, João Pessoa, v.  
Biblionline  
18, n. 3, p. 2639, 2022. DOI: 10.22478/ufpb.1809-4775.2022v18n3.64478. Disponível em:  
CROXEN, M. A.; FINLAY, B. B. Molecular mechanisms of Escherichia coli pathogenicity.  
: Microbiology, London, v. 8, n. 1, p. 26-38, 2010.  
Nature Reviews  
16  
DARPA. Molecular Informatics. Washington, DC: DARPA, 2018. Disponível em:  
FIOCRUZ: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Biossegurança: elo estratégico de SST. Rio de  
Janeiro, jan. 2002.  
, n. 253, jan. 2002. Disponível em:  
Revista CIPA  
2024.  
FIORATTI, C. Cientistas programam bactérias para armazenar dados.  
Abril Comunicações S.A, São Paulo, p. 1, 13 jan. 2021. Disponível em:  
Superinteressante:  
Acesso em: 21 jan. 2026.  
FONTELLES, M. J.; SIMÕES, M. G.; FARIAS, S. H.; FONTELLES, R. G. S.. Metodologia  
da pesquisa científica: diretrizes para a elaboração de um protocolo de pesquisa.  
Revista  
, Belém: Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, v. 23, n. 3, p.  
Paraense de Medicina  
em: 29 fev. 2023.  
FRONER, Y. A.; SOUZA, L. A.  
Tópicos em conservação preventiva  
LACICOR-EBA-UFMG, 2008. Disponível em:  
. Belo Horizonte:  
Acesso em: 29 fev. 2023.  
GALDINO, R.; SOUZA, W. E. R. Estudo sobre a retomada das atividades presenciais em  
meio à pandemia da Covid-19 baseado na percepção dos responsáveis pelas bibliotecas.  
: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 19, n., 2021.  
RDBCI  
HAWKING, S. W.. Information Preservation and Weather Forecasting for Black Holes.  
, n. arXiv:1401.5761, v. 1, jan. 2014. Disponível em:  
ArXiv  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
HYSOLLI, E. Salve-o no DNA: uma estratégia de síntese e decodificação de DNA adaptada  
para armazenar e recuperar informações digitais.  
, Boston, p. 1, 6 ago. 2019.  
Instituto Wyss  
LANGE, C. H. Normas de biossegurança em saúde para clínicas.  
. Pato Branco, 07  
Medplus  
biosseguranca/. Acesso em: 23 mar. 2023.  
MATHIAS, M. L. (coord.); FONSECA, C.; RODRIGUES, L.; GRILO, C.; LOPES-  
FERNANDES, M.; PALMEIRIM, J. M.; SANTOS-REIS, M.; ALVES, C.; CABRAL, J.Á,  
FERREIRA, M.; MIRA, A.; EIRA, C.; NEGRÕES, N.; PAUPÉRIO, J.; PITA, R.; RAINHO,  
A.; ROSALINO L. M.; TAPISSO, J. T.; VINGADA, J. (eds).  
Livro Vermelho dos  
. FCiências. ID, ICNF, Lisboa, 2023. Disponível em:  
Mamíferos de Portugal Continental  
MIGUEL, M. C.; COSTA, R. P. F. Fotografia na mira da produção científica: uma análise  
bibliométrica na base de dados Brapci.  
Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e  
PBCIB, São Paulo, v. 16, n. 2, p. 1-18, 2021. Disponível em:  
Biblioteconomia:  
NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING, AND MEDICINE.  
17  
. Washington, DC: The National Academies  
Biodefense in the Age of Synthetic Biology  
Press, 2018. 176 p. Disponível em:  
Acesso em: 26 jan. 2026.  
PEREIRA, M. E. C.; BORBA, C. M.; JURBERG, C. O papel da comissão interna de  
biossegurança: a experiência do Instituto Oswaldo Cruz.  
Revista Eletrônica de  
v. 3, n. 4, 2009. Disponível em:  
Comunicação, Informação e Inovação em Saúde,  
2024.  
RECIIS (Fiocruz).  
Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em  
; Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto de Comunicação e Informação Científica  
Saúde  
e Tecnológica em Saúde (Icict), Rio de Janeiro, 2007- . Disponível em:  
RIBEIRO, C. M.; CARDOSO, T. A. O. Biossegurança: abordagem cognitiva essencial para o  
biólogo.  
Saúde  
-
RECIIS Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em  
, Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, 2015. DOI: 10.29397/reciis.v9i2.946. Disponível em:  
2024.  
RODRIGUES, A. F.; GERMANO, A. C. Covid-19 e arquivos.  
.
Revista Fontes Documentais  
Aracaju. v. 03, n. Edição Especial: Medinfor Vinte Vinte, p. 273-280, 2020. Disponível em:  
SANDALOWSKI, M. C. Novas tecnologias terapêuticas e a Lei de Biossegurança: a  
polarização do debate público sobre células-tronco embrionárias no Brasil.  
Revista  
, Rio de Janeiro, v. 8, n. 3,  
Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde  
2014. DOI: 10.3395/reciis.v8i3.683. Disponível em:  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
2024.  
SILVA, M. Z. M.  
A importância da biossegurança nos laboratórios de anatomia  
. 2009. Monografia  
patológica dos hospitais públicos diante do manuseio do formal  
(Especialização em Gestão Universitária) Faculdade de Economia, Administração,  
Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas: FACE, Universidade de Brasília, Brasília, 2010.  
Acesso em: 25 mar. 2024.  
SILVA, R. T. A importância da biossegurança para os estagiários de biblioteconomia.  
, v. 4, n. esp, 2020.  
Revista Eletrônica da ABDF  
18  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-18, e-128, jan./jun. 2026.