ARTIGO  
Data de submissão: 21/12/2025 Data de aprovação: 10/02/2026 Data de publicação: 25/03/2026  
BIOSSEGURANÇA EM DOCUMENTOS DE ATIVIDADES  
CIENTÍFICAS :  
tópicos aos arquivos, bibliotecas, museus e lugares de risco biológico  
Taiguara Villela Aldabalde1  
Universidade Federal do Espírito Santo  
Philippe Peterle Modolo2  
Universidade Federal do Espírito Santo  
Marcelo Calderari Miguel3  
Universidade Federal do Espírito Santo  
______________________________  
Resumo  
Esse estudo analisa a produção científica sobre biossegurança em bibliotecas, arquivos e museus, com base no  
Acervo Brasileiro de Publicações Periódicas em Ciência da Informação (2014-2023). Adota abordagem descritiva  
e bibliométrica, identificando oito artigos publicados em seis periódicos. Os resultados indicam escassez de  
pesquisas sobre o tema, embora se observe relevância de abordagens multidisciplinares envolvendo ética, inovação  
laboratorial, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental. Conclui-se que a biossegurança é fundamental  
para proteger profissionais, usuários e acervos, além de garantir a integridade dos procedimentos científicos e a  
qualidade da produção e gestão da informação em unidades de arquivos, bibliotecas e museus.  
Palavras-chave: métricas da informação; biossegurança; arquivos, bibliotecas e museus; laboratórios; mediação  
da informação.  
BIOSAFETY IN DOCUMENTS OF SCIENTIFIC ACTIVITIES :  
topics to archives, libraries, museums and biological risk places  
Abstract  
This study analyzes the scientific production on biosafety in libraries, archives, and museums, based on the  
Brazilian Collection of Periodical Publications in Information Science (20142023). A descriptive and  
bibliometric approach identified eight articles published across six journals. The results reveal a scarcity of  
research on the topic, although multidisciplinary approaches addressing ethics, laboratory innovation,  
sustainability, and socio-environmental responsibility are evident. The study concludes that biosafety is essential  
to protect professionals, users, and collections, while ensuring the integrity of scientific procedures and the quality  
of information management in libraries, archives, and museums.  
Keywords: archives, libraries, and museums; biosafety; laboratories; information management; information  
metrics.  
1 Professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e da Graduação em Arquivologia  
da UFES. Pós-doutorado em Ciências da Informação pela Fundação Fernando Pessoa (Portugal), doutor em Ciência  
da Informação (UnB), mestre em História Social (USP) e bacharel em Arquivologia (UNIRIO).  
2 Mestre em Ciência da Informação (UFES), graduado em Arquivologia (UFES) e Pedagogia, com especializações em  
Psicopedagogia, Educação Digital e Gestão Educacional. Atua em pesquisa e extensão sobre memória institucional,  
arquivos escolares, acervos fotográficos e memoriais, integrando projetos como Tabularium Políticas de Arquivos e  
Acervos da Comunidade.  
3 Professor e pesquisador em Ciência da Informação, mestre na área e especialista em Educação Científica, graduado em  
Arquivologia, Administração, Biblioteconomia e Ciências Contábeis. Atua em gestão da informação e ação cultural,  
com foco em comportamento informacional, memória institucional, museus, patrimônio, políticas públicas e  
tecnologias educacionais.  
Esta obra está licenciada sob uma licença  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
     
ARTIGO  
BIOSEGURIDAD EN DOCUMENTOS DE ACTIVIDADES CIENTÍFICAS:  
aspectos relacionados con archivos, bibliotecas, museos y lugares de riesgo biológico  
Resumen  
Este estudio analiza la producción científica sobre bioseguridad en bibliotecas, archivos y museos, con base en el  
Acervo Brasileño de Publicaciones Periódicas en Ciencia de la Información (2014-2023). Se adopta un enfoque  
descriptivo y bibliométrico, identificando ocho artículos publicados en seis revistas. Los resultados muestran una  
escasez de investigaciones sobre el tema, aunque se observa la relevancia de enfoques multidisciplinarios que  
abarcan ética, innovación en laboratorios, sostenibilidad y responsabilidad socioambiental. Se concluye que la  
bioseguridad es fundamental para proteger a los profesionales, usuarios y colecciones, además de garantizar la  
integridad de los procedimientos científicos y la calidad de la producción y gestión de la información en archivos,  
bibliotecas y museos.  
Palabras clave: métricas de la información; bioseguridad; archivos, bibliotecas y museos; laboratorios; mediación  
de la información.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
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1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS  
A Lei nº 14.846/2024, que atribuir medida especial de proteção ao trabalho (BRASIL,  
2024), é um marco para os arquivos, bibliotecas, centros de documentação e museus. Mas o  
que isso significa em termos de demandas práticas? Para estas entidades de proteção de  
documentos, trata-se de um avanço no campo da segurança dos trabalhadores ou profissionais  
da informação.  
Cabe assim considerar que a confiabilidade das informações de segurança, e aqui,  
particularmente sobre biossegurança deve ser observada para a esfera da aplicação. Portanto,  
quando se trata de arquivos de laboratórios ou outros lugares de práticas que incorrem em risco  
biológicos, é preciso observar práticas ou vigilância de normas na prevenção ou remediação de  
sinistros biológicos.  
Dado que a biossegurança é algo a ser conhecido e reconhecido, sendo mediada por  
documentos normativos, e por artigos científicos, optou-se por destacar os estudos publicados  
sobre prevenção de riscos biológicos. Neste âmbito, a bibliometria emerge como uma técnica  
para avaliar produtos informacionais em espaços de mediação da informação por práticas  
editoriais, isto é, em sítios online que armazenam e disponibilizam os documentos que  
consigam informações, após serem editorados ao acesso público.  
As técnicas bibliométricas são utilizadas para analisar a produção científica no campo  
da biossegurança, com foco na interseção entre biossegurança e Ciência da Informação (CI).  
Serão investigadas questões como o período de destaque do termo 'biossegurança' nas  
indexações da base de dados, o número de artigos publicados sobre o tema e os autores mais  
produtivos na área. Além disso, a pesquisa explora quais enfoques são frequentemente  
abordados em documentos de pesquisa, com intervenção de editores-mediadores. Ao caso de  
artigos científicos, considerando a implementação de normas e protocolos que visam à  
segurança biológica dos profissionais envolvidos em atividades com potenciais riscos dessa  
natureza, especialmente nos contextos de Arquivos, Bibliotecas e Museus (AB&M),  
laboratórios e lugares de risco biológicos ou biological risk places (BRP).  
Se por um lado observar a produção científica não significa em termos práticos realizar  
a biossegurança, por outro ao menos, pode-se ter em vista o que está sendo difundido como  
referência de biossegurança em uma base de dados de CI, sendo essa relacionada aos  
conhecimentos sobre museus, bibliotecas e arquivos. Isso é relevante, porque as instituições  
bibliotecárias, arquivísticas e museológicas podem exercem um papel, tanto na observação de  
normas, condutas dos usuários e práticas, quanto na disseminação do conhecimento sobre  
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biossegurança, contribuindo, em alguma medida, para o bem-estar daqueles que são expostos  
aos riscos de utilizar materiais biológicos.  
Cabe destacar que para promover efetivamente a biossegurança, é imperativo  
implementar medidas que incentivem a adoção de práticas de seguras em diversos cenários. A  
Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em  
documentos oficiais identifica uma gama de fatores de risco, abrangendo mudanças sociais,  
ambientes estressantes, sistemas de informação, além de hábitos laboratoriais e trabalhistas  
(Ardións; Navarro; Cardoso, 2013). A biossegurança, em seu escopo amplo, abarca um  
conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, mitigar ou eliminar os riscos inerentes às  
atividades que possam interferir ou comprometer a qualidade de vida, a saúde humana e o meio  
ambiente (Fiocruz, 2002; Ardións; Navarro; Cardoso, 2013).  
Objetiva-se contribuir para uma compreensão quali-quantitativa sobre documentos  
científicos sobre biossegurança, oportunizando insights sobre tendências, colaborações e  
impacto dos documentos publicados. Aliás, entende-se aqui que artigos científicos são  
documentos de atividades científicas que são armazenados em espaços como repositórios e  
esses correspondem, em alguma extensão, aos arquivos institucionais, principalmente quando  
possuem valor de prova.  
Assim, os objetivos específicos do estudo incluem identificar no período de dez anos  
(2014 a 2023) os rumos da produtividade científica, mapear as principais revistas científicas e  
localizar as palavras-chaves mais recorrentes nos artigos sobre biossegurança indexados no  
acervo da Base de dados referencial de artigos de periódicos em Ciência da Informação  
(Brapci).  
2 PEÇAS BIOLÓGICAS NAS COLEÇÕES: PENETRAÇÃO E RISCOS  
Os denominados “arquivos vivos” referem-se a sistemas de armazenamento de  
informação em suportes biológicos, nos quais microrganismos são utilizados como meios  
físicos para registrar, preservar e, em alguns casos, transportar dados. Nesse contexto,  
informações digitais como mensagens textuais ou códigos criptografados são  
previamente convertidas em sequências bioquímicas e incorporadas ao material genético de  
organismos como cepas da bactéria Escherichia coli. Esses microrganismos passam, assim, a  
desempenhar uma função análoga à de um dispositivo de memória, armazenando dados de  
forma estável em seu DNA. Tal abordagem é objeto de estudo nas áreas da biologia, da  
biotecnologia e da filosofia da tecnologia, especialmente em aplicações que exigem alto nível  
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de segurança informacional, como a proteção e a transmissão de dados sigilosos. Croxen e  
Finlay (2010) analisam esse fenômeno como uma expressão das transformações  
tecnocientíficas do século XXI, nas quais sistemas vivos passam a integrar processos  
tradicionalmente associados à computação e ao arquivamento de dados.  
Tais materiais, como células e microorganismos podem ser usados para arquivar  
mensagens de projetos de alta segurança. Estes materiais tornam-se perigosos quando se  
alteram meios biológicos em uma proporção pouco previsível, não por acaso, o fato de serem  
empregados em operações militares eleva ainda mais os riscos envolvidos.  
Aliás, hoje, as indústrias militares, movidas pelos conflitos globais geopolíticos  
produzem estes e outros materiais biológicos que circulam em um mundo onde um indivíduo  
no Brasil demora 15 horas para chegar em outro continente. Logo, pode existir agentes  
contaminantes imprevistos que viajam entre continentes em horas, o que historicamente  
demorava séculos ou muitos anos antes da Era das Grandes Navegações ou da Era Moderna.  
Não é exatamente nova a ideia de que existe vida nos arquivos, particularmente vida  
biológica. A vida pode ser benéfica a um acervo, vide os manuscritos em Portugal, sob proteção  
da universidade pública que preserva clima e biologia de suas instalações de acervo, incluindo  
os morcegos que vivem na Biblioteca da Universidade de Coimbra (Mathias et al., , 2023). Se  
por um lado há organismos benéficos, por outro há inúmeros perigos aos acervos e  
principalmente para as pessoas que utilizam documentos ou dados com materiais biológicos  
envolvidos artificialmente ou naturalmente.  
Como se sabe que a evolução é uma constante no universo biológico (Almeida; Falcão,  
2010), caberia uma mobilização para compreender até que ponto um fungo, uma bactéria ou  
outros agentes podem evoluir podendo ocasionar cegueira ou em casos mais graves, levar os  
usuários a óbito. O letal antraz Bacillus anthracis foi disseminado pela espécie documental  
conhecida como ‘cartas’(Cardoso; Vieira, 2015). Algumas dessas estão nos arquivos de polícia  
e nos arquivos militares. Assim, pondo isso à vista, trata-se de um trabalho interdisciplinar que  
pode envolver a CI, a Arquivologia, a Biologia, a História Ambiental, as Ciências Biomédicas,  
a Biotecnologia e outras áreas. Assim, considerando que a CI é uma disciplina essencialmente  
interdisciplinar e voltada ao estudo da informação, ela se apresenta como uma forte candidata  
à colaboração no desenvolvimento de métodos de segurança ambiental. Sua contribuição reside  
na análise e no tratamento das fontes, dos fluxos informacionais e dos procedimentos  
envolvidos, viabilizando uma compreensão mais ampla e sistemática dos chamados “arquivos  
vivos” no âmbito das metodologias propostas.  
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Tendo em vista o panorama contemporâneo das disciplinas tradicionalmente  
classificadas como hard sciences, caracterizadas pelo rigor metodológico, pela centralidade da  
experimentação e pela predominância das ciências naturais, incluindo as ciências biológicas  
(Beato, 1998), os estudos sobre informação e preservação de acervos podem subsidiar pesquisas  
voltadas à preservação material dos chamados “arquivos vivos”. De modo análogo ao  
tratamento conferido a cartas e documentos arquivísticos, esses estudos contribuem ao  
fundamentar estratégias de preservação que não se restringem à dimensão física, mas que  
também visam prevenir comprometimentos no estatuto probatório dos registros. Nesse sentido,  
amplia-se o campo de atuação ao incorporar a vida biológica como objeto de análise nas  
unidades de informação.  
Pesquisadores dedicados ao estudo e à preservação de informação e acervos, ao  
basearem suas práticas em análises objetivas e sistemáticas, conseguem atuar com precisão,  
evitando que abordagens ideológicas ou conceituais relativizem métodos e critérios. Assim,  
garantem rigor no controle e na preservação do meio ambiente ecossistêmico em arquivos,  
bibliotecas e museus, assegurando que os processos de organização e conservação sigam  
padrões consistentes e cientificamente fundamentados.  
No que tange aos documentos de natureza arquivística, e museal, lepisma e outros  
insetos podem destruir partes que comprometem a completude do registro, corroendo o inter-  
relacionamento conjuntural vinculado entre cada unidade de artefato (Froner; Souza, 2008).  
Cabe lembrar que acervos são compostos, quando impressos, por celulose e até materiais  
inflamáveis, que possuem componentes bioquímicos que devem ser considerados para a  
contextualização de sua gênese, recepção, acumulação e preservação em longo prazo. Assim,  
há a insegurança quanto às possibilidades de risco, variando de suporte para suporte, sendo o  
risco amplificado pelo esvaziamento de práxis de biossegurança.  
No caso de arquivos de atividades científicas ou acervos acadêmicos que utilizam  
registros biológicos para a produção de conhecimento científico, já existem protocolos e  
metodologias próprias fundamentadas em sua epistemologia, garantindo um tratamento  
sistemático e seguro desses materiais. Em contraste, disciplinas das humanidades ainda  
apresentam pouca inovação nos métodos de preservação de registros, e o campo da organização  
e conservação de acervos que envolve metodologias de catalogação, armazenamento e  
proteção de documentos permanece majoritariamente baseado em práticas tradicionais de  
prevenção e contenção de riscos. Na prática, a proteção desses materiais limita-se, na maioria  
das vezes, a armários do tipo biohazard, utilizados para selar e separar materiais bioquímicos.  
Entretanto, no Brasil, não há registro de arquivos, museus ou bibliotecas que possuam esse tipo  
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de equipamento; paradoxalmente, é possível adquiri-los por meio de fornecedores  
internacionais, como Archival Methods e Preservation Equipment.  
Portanto, é necessário aprofundar o entendimento de aspectos ainda desconhecidos para  
desenvolver um quadro teórico-conceitual sólido, capaz de orientar uma agenda de  
biossegurança na sociedade, incluindo as unidades de gestão da informação e seus acervos. O  
físico Stephen W. Hawking (2014) concebe a informação como algo físico e questionou seu  
destino em buracos negros, levantando a reflexão de que a preservação da informação depende  
de condições adequadas de armazenamento e manejo. Essa perspectiva reforça a necessidade  
de protocolos rigorosos e metodologias sistemáticas na gestão de arquivos, inclusive daqueles  
que envolvem registros biológicos, contribuindo para a minimização de riscos globais de  
biossegurança, especialmente no contexto pós-pandemia da COVID-19. Destarte, é necessário  
abordar e estudar empiricamente objetos do mundo natural, como agentes biológicos, e  
examinar documentos contendo esses agentes como ‘arquivos vivos’, definidos por todas as  
suas características físicas, químicas, bioquímicas e outras.  
O tratamento da informação arquivística e o arquivamento são um desafio quando se  
trata destes materiais uma vez que as bactérias que são meios de armazenamento de dados  
estudados por Brunet (2016) são altamente sensíveis. Seria um engano desconsiderar que não  
se possa preservar materiais para uso indevido ou não autorizado. Assim, seria preciso  
considerar, além da segurança da informação, os riscos e as questões de biossegurança para  
cada caso em particular.  
Por exemplo, a partir de Brunet (2016) se supõem que há arquivos secretos de atividades  
militares e policiais no mundo, do tipo que estão em cepas de E. Coli, que, por definição, seriam  
genes registrados em superfícies de nitrocelulose. O produtor do ‘arquivo vivo’ pode ser a  
Agência Darpa, o destinatário pode ser um agente da política, da polícia ou militar disfarçado.  
Assim, cabe pensar no seguinte fluxo informacional: dados são fixados nos genes que estão em  
superfície de nitrocelulose, todos emitidos pelo produtor do ‘documento’ e enviado ao  
destinatário que é responsável por pressionar o material contra outra superfície para realizar a  
decodificação da mensagem.  
O conteúdo seria caracteres alfanuméricos codificados em sinais fluorescentes de  
bactérias reagentes, cuja função seria transmitir mensagens sigilosas de forma segura aos  
destinatários. No entanto, esse tipo de fluxo informacional pode se tornar extremamente  
perigoso caso outras variáveis biológicas interfiram, colocando em risco não apenas os  
destinatários da mensagem, mas também pessoas próximas e os ambientes de arquivos ou  
unidades de gestão da informação que manipulam esse tipo de material. Diante desse cenário,  
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torna-se urgente estabelecer uma agenda contínua de biossegurança, considerando que os riscos  
tendem a se intensificar no contexto da globalização.  
3 DELIMITANDO O UNIVERSO DA BIOSSEGURANÇA  
Compreendendo a importância, tendo em vista que diversos interagentes são expostos a  
matérias potencialmente contaminantes e a questão da biossegurança para a pesquisa no âmbito  
da CI do século XXI, buscou-se estabelecer uma Revisão Narrativa de Literatura (RNL),  
consultando algumas bases de dados científicas, incluindo a Brapci, BVS Brasil, PubMed e  
Scopus. A busca e seleção incluíram a revisão de estudos publicados com foco na biossegurança  
no contexto da CI. Foram considerados artigos originais, revisões sistemáticas, meta-análises e  
documentos de políticas relevantes para compor um breve panorama orientador desta busca por  
uma RNL.  
No que diz respeito às principais tendências em biossegurança, observa-se uma série de  
tendências emergentes nesse campo (Biossegurança, 2023). Destacam-se a crescente  
preocupação com os riscos associados à biotecnologia e engenharia genética, abrangendo a  
manipulação de organismos geneticamente modificados (OGs) e o desenvolvimento de agentes  
patogênicos sintéticos. Além disso, nota-se um aumento na conscientização sobre os desafios  
da biossegurança em ambientes de pesquisa, com foco na prevenção de acidentes laboratoriais  
e na mitigação de ameaças biológicas (Biossegurança, 2023). Mas afinal, o que é a  
biossegurança?  
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, biossegurança é um conjunto de medidas voltadas  
para prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa,  
produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que podem  
comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos  
desenvolvidos. [...] Há uma dimensão flexível e dinâmica neste processo, seja nos fatores que  
determinarão o risco ou no estado de vulnerabilidade do sujeito. A compreensão desta dimensão  
destaca que as possíveis soluções somente poderão ser alcançadas, se forem considerados os  
problemas de escala e complexidade [...]. Portanto, para alcançar a segurança e a  
sustentabilidade  
ambiental  
pretendida  
com  
todas  
essas  
medidas  
é
necessário,  
concomitantemente, o estabelecimento de um processo de educação (Ribeiro; Cardoso, 2015,  
p.4- 5).  
Depreende-se, que a resposta à indagação acima também perpassa pela questão da  
‘avaliação de risco’ como um elemento crucial na definição das medidas de biossegurança  
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(Ribeiro, Cardoso, 2015). Sendo assim, a biossegurança, portanto, baseia-se na ‘análise desses  
riscos’ para estabelecer medidas eficazes de contenção e proteção, levando em conta tanto a  
exposição objetiva ao risco quanto a assimilação intrínseca, influenciada por valores, crenças e  
representações individuais e coletivas (Ribeiro; Cardoso, 2015).  
Assim a natureza dinâmica no âmbito biossegurança não apenas considera a exposição  
ao risco, mas também a percepção subjetiva do mesmo, influenciada por valores, crenças e  
representações individuais e coletivas (Ribeiro; Cardoso, 2015). Além disso, o contraste entre  
a sociedade sustentável e o paradigma da ‘sociedade de risco’ destaca a importância das práticas  
sociais que promovem na disponibilizarão, recepção e acesso à informação e à educação,  
reforçando a necessidade de uma abordagem integradora da biossegurança, que fortaleça o  
direito ao conhecimento e à educação em uma perspectiva ampla e holística, destacam Ribeiro  
e Cardoso (2015).  
Ainda, destacando os relatos de experiência de Azevedo e Martins (2023), ressalta-se  
que a ausência de conteúdos sobre Conservação Preventiva na formação de bibliotecários e  
arquivistas brasileiros tem gerado uma série de questionamentos dentro dessas áreas  
profissionais. Essas dúvidas frequentemente envolvem a importância do uso de Equipamentos  
de Proteção Individual (EPIs) e as questões relacionadas à biodeterioração. Por conseguinte,  
isso relaciona-se à biossegurança, bem como aos protocolos de higienização e cuidados  
sanitários necessários para a manipulação e devolução adequada de materiais. Tais reflexões  
ressaltam a necessidade urgente de uma revisão nos currículos educacionais para contribuir com  
uma formação mais abrangente e atualizada, capaz de preparar os profissionais para os desafios  
e demandas do ambiente informacional contemporâneo (Azevedo; Martins, 2023).  
Mas afinal, quais termos constituem os parâmetros legais da Políticas de Biossegurança?  
A explicitada legislação de biossegurança no Brasil é principalmente regida pela Lei nº 11.105,  
de 24 de março de 2005, conhecida como Lei de Biossegurança (Brasil, 2005). Essa lei  
estabelece normas para o uso seguro de organismos geneticamente modificados (OGMs) e seus  
derivados, bem como para a pesquisa, manipulação, transporte, comercialização e utilização  
desses organismos. Além disso, há uma série de regulamentações complementares, como as  
Normas Técnicas e Regulamentadoras da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança  
(CTNBio), que estabelecem diretrizes específicas para vários aspectos da biossegurança no  
país.  
No contexto da CI, é imprescindível examinar a formulação, implementação e  
monitoramento das políticas de biossegurança, dada sua importância na gestão e  
regulamentação das atividades relacionadas aos riscos biológicos. Adicionalmente, o esforço  
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de superar algumas lacunas no âmbito das políticas públicas, aponta-se a necessidade de criação  
de redes de colaboração entre instituições de pesquisa, órgãos reguladores e comunidades  
científicas com vista a facilitar a troca solidárias de informações e o desenvolvimento de  
soluções inovadoras em biossegurança no âmbito da CI. Essas redes podem aproveitar  
tecnologias avançadas, como mineração de dados e inteligência artificial, para identificar  
padrões e tendências em biossegurança, contribuindo assim para uma tomada de decisões mais  
fundamentada em evidências e alinhada com as necessidades da área.  
Sandalowski (2014), destaca a importância das pesquisas biotecnológicas no século XX,  
enquanto ressalta que a ‘Lei de Biossegurança’ está em conformidade com a Constituição  
Federal e o princípio da razoabilidade. No entanto, a evolução da biossegurança vai além dos  
laboratórios e ambientes de pesquisa científica, abrangendo também instituições culturais como  
museus, bibliotecas e arquivos. Nessas instituições, o gerenciamento de risco e biossegurança  
nas salas de consulta, na reserva técnica e nos espaços expositivos desempenha um papel  
crucial na preservação do patrimônio cultural e na segurança dos profissionais e usuários.  
Assim, a implementação de sistemas de informação especializados em biossegurança torna-se  
fundamental para monitorar e controlar os riscos associados à manipulação de materiais  
biológicos, produtos químicos e agentes físicos (Biossegurança, 2023). Destarte, o  
gerenciamento de riscos engloba a adoção de práticas adequadas de higienização, ventilação e  
armazenamento, visando minimizar os riscos de contaminação e danos ao acervo e às pessoas  
(Biossegurança, 2023).  
Nessa via, a criação de comitês e órgãos consultivos especializados em biossegurança  
parece uma estratégia eficaz para a tomada de decisões informadas e baseadas em evidências.  
No contexto da CI, esses comitês desempenham um papel fundamental na análise e divulgação  
de informações relevantes sobre riscos biológicos, medidas de prevenção e controle, além de  
promover as melhores práticas em biossegurança. Além disso, eles podem contribuir para a  
elaboração de políticas e diretrizes que promovam a segurança e proteção dos trabalhadores,  
comunidades e meio ambiente.  
Outra perspectiva de debate remete à questão do acesso à Informação e Transparência.  
Nesse contexto de grandes mudanças da transformação digital, o acesso à informação é um  
princípio fundamental da democracia e da boa governança (Biossegurança, 2023). Sendo a  
biossegurança posta em vigilância está a mostrar que é essencial garantir o acesso público  
acerca das informações relevantes sobre riscos biológicos, medidas de prevenção e resposta a  
emergências. Assim, a transparência nas atividades de pesquisa, desenvolvimento e aplicação  
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de tecnologias relacionadas à biossegurança é essencial para promover a confiança pública, a  
prestação de contas e a tomada de diversas decisões (Biossegurança, 2023).  
Em virtude da problemática exposta, pode-se arguir que essa busca por uma RNL sobre  
o tema oferta uma visão sucinta da temática biossegurança a partir da CI, isto é, pontua algumas  
das principais tendências, desafios e implicações na produção científica na CI. Portanto,  
compreender e abordar adequadamente as questões de biossegurança é essencial para se  
promover a segurança e proteção da saúde pública e do meio socioambiental.  
No âmbito da CI, a abordagem da biossegurança é evidenciada pela realização da RNL.  
Essa área emerge como promissora ao conectar-se a políticas, redes de informação, comitês e  
questões de acesso à informação, conforme já mencionado anteriormente. Essa perspectiva está  
alinhada com a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, na qual a biossegurança  
desempenha um papel crucial na promoção do bem-estar humano e ambiental. Assim, ao  
incorporar a biossegurança como parte integrante de seus campos de estudo, a CI pode  
desempenhar um papel crucial na construção de um futuro mais seguro e resiliente para todos  
na medida em que produz, organiza, recupera, preserva, promove acesso aos estudos pautados  
na realidade dos arquivos, bibliotecas e museus e em sua relação com o público e os usuários.  
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS  
A motivação dessa pesquisa reside na necessidade de inserir o tema biossegurança no  
escopo do estudos realizados no campo da CI tendo em vista por meio de subáreas em seus  
ambientes informacionais. Também há emergente necessidade, após o cenário pós-pandêmico,  
em voltar o olhar para essas peculiaridades que são debatidas de forma incipiente no âmbito das  
bibliotecas, arquivos e museus no território nacional.  
Assim, em meados de março de 2024, a sondagem desse trabalho se debruça em analisar  
a produção científica relacionada à biossegurança no campo CI no período de 2014 a 2023. A  
escolha desse intervalo temporal permite um recorte amplo (em termos de historicidade do  
assunto) e atualizado da literatura que versa sobre o tema. Para a coleta de dados, selecionou-  
se a base Brapci de artigos de periódicos; a busca nesse acervo, feita com a estratégia de busca  
pelo termo ‘biossegurança’ e, considera entre os critérios de inclusão a variabilidade vocabular  
(termos em idiomas original, inglês ou espanhol).  
Os critérios de inclusão dos artigos para na sondagem, prisma pela pertinência do  
conteúdo documental da temática observada. São considerados apenas os artigos indexados na  
Brapci considerando o recorte temporal e que estão ligados a temática, excluindo-se da  
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contagem os itens documentais em duplicata e aquele que estão fora do escopo temporal  
delimitado. A abordagem bibliométrica amplia a compreensão da produção científica na  
interseção entre biossegurança e a CI e, ainda, fornece insights para vislumbrar os rumos  
antecedentes ou póstumos das pesquisas nesse campo (Costa; Miguel; Silva, 2020; Silva;  
Miguel; Costa, 2021).  
A coleta e a organização dos dados foram realizadas utilizando o software Microsoft  
Office Excel, que permite a tabulação estruturada e a criação de tabelas e gráficos, facilitando  
a interpretação dos resultados. A relevância da Brapci se evidencia pela sua contribuição à  
pesquisa acadêmica e à comunicação do desenvolvimento do conhecimento científico em CI,  
tornando-se uma ferramenta essencial para diferentes comunidades científicas interessadas em  
compreender as interfaces da área, especialmente em temas como biossegurança e bioproteção.  
A abordagem bibliométrica adotada neste estudo amplia a compreensão da produção científica  
na interseção entre biossegurança e Ciência da Informação, além de fornecer insights relevantes  
para orientar futuras pesquisas e intervenções nesse campo. Ademais, possibilita uma avaliação  
mais precisa do alcance e da influência das publicações, apoiando pesquisadores e formuladores  
de políticas na tomada de decisões estratégicas e fundamentadas.  
5 DESTAQUE PARA OS RESULTADOS  
Nesta seção, são apresentados os aspectos métricos relacionados à produção científica  
da temática biossegurança indexada na Brapci; a abrangência e recorte temporal de 1 de janeiro  
de 2014 a 31 de dezembro de 2023.  
Observa-se que, embora o termo ‘biossegurança’ tenha surgido no início na década de  
1970 na reunião de Asilomar na Califórnia, a produtividade científica nesse campo vem  
apresentando avanços na área da CI somente na segunda década do século XXI (Silva, 2010).  
Esse prisma possibilita inferir que a temática da Segurança e Saúde do Trabalho está sendo  
impulsionada por práticas colaborativas e pela a reestruturação de programas e políticas  
públicas, inseridas por diversos observatórios, diante os esforços integrantes e fundamentais de  
um programa de biossegurança institucional. A ilustração a seguir (Figura 1) demonstra a  
distribuição anual dos artigos, nessa temática, ao longo de dez anos.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
Figura 1 Sondagem de publicações científicas no tema biossegurança  
Fonte: os autores, dados indexados em Brapci - maio, 2024.  
O exame bibliométrico, indica a quantidade de publicações no recorte temporal (2014 a  
2023), com a temática biossegurança, e destaca: a produtividade das revistas científicas, a  
produtividade dos pesquisadores e das palavras-chave; adota-se na averiguação a avaliação  
Qualis/Capes quadriênio de 2017-2020 como paramento de classificatório de revistas na  
plataforma sucupira (sistema usado exclusivamente para classificar a produção científica dos  
programas de pós-graduação no que se refere aos artigos publicados em periódicos científicos).  
Nos últimos quatro anos, de 2020 a 2023, observa-se a manutenção da produção de  
conteúdos sobre a biossegurança na CI, impulsionado pelos debates em torno da Emergência  
de Saúde Pública de Âmbito Internacional (PHEIC) diante a avanço do Coronavírus (causador  
da Pandemia de Covid-19, jan. 2020 a maio de 2023). Esse cenário floresce muitos outros  
debates da biossegurança na era contemporânea, com a prospecção da temática em diversas  
convenções sobre diversidade e na atuação dos centros de intercâmbios de informações sobre  
segurança biológica.  
Ao longo do período de 2016 a 2019, observa-se que a biossegurança pouco adentrou  
na literatura da CI, não se localizando na Brapci nenhuma publicação explicita para esse  
quadriênio. Isto é uma situação preocupante, visto que, Lange (2023) reporta que existem cinco  
grandes áreas da biossegurança e, que, são expressas em prevenção, organização, emergência,  
treinamento e manutenção. Além disso, no mês de abril, foi instituído o dia 28° Dia Mundial  
da Biossegurança (segurança e saúde no trabalho) com o propósito de chamar a atenção  
pública para esse tema e destacar que as medidas de biossegurança podem prevenir danos  
ergonômicos, químicos, psicológicos e biológicos aos trabalhadores.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
A estratificação 'qualis periódicos' baseada do quadriênio 2017-2020 na área de  
comunicação e informação e está disponível no sítio eletrônico Plataforma Sucupira e, sendo  
assim, a ilustração a seguir (tabela 1) identifica particularidades dos Periódicos presentes no  
levantamento:  
Tabela 1 Periódicos que publicam artigos sobre biossegurança  
Quantidad  
e
Percenti  
l
Título  
Designação  
Issn  
Estrato  
Revista Eletrônica De Com.  
Informação & Inovação em  
Saúde  
Reciis -  
Fiocruz  
1981-6278  
A3  
3
1
1
1
1
37,5%  
12,5%  
12,5%  
12,5%  
12,5%  
Revista Digital de  
Biblioteconomia e Ciência da  
Informação  
RDBCI -  
Unicamp  
1678-765X  
2525-7935  
2447-5750  
2595-9778  
2447-0198  
A3  
B1  
B3  
B3  
Revista Conhecimento em  
Ação  
RCA - UFRJ  
RE-ABDF  
Revista Eletrônica da  
Associação dos Bibliotecários  
do Distrito Federal  
RFD - IFS  
Gephibes  
Revista Fontes Documentais  
Revista Informação na  
Sociedade Contemporânea  
RISC - UFRN  
-
B3  
-
1
8
12,5%  
1
Total 6 - Revistas  
Fonte: os autores, dados extraídos da Brapci e avaliação qualis/quadriênio 2017-2020, abr. 2024.  
Verifica-se que apenas seis periódicos listados na tabela 1 tenham publicado um total  
de oito artigos relacionados à biossegurança em revista brasileira da CI. Esses periódicos se  
destacam, no cenário qualidade e classificação Qualis nas categorias Qualis A3 indicando que  
1/2 (50%) adentram na dimensão de influência acadêmica.  
A Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, editada desde  
2007 pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em saúde (ICICT)  
da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e classificada como Qualis A3, apresentou três  
publicações, representando 38% do total de artigos recuperados sobre o tema da biossegurança  
na Brapci. Por sua vez, a Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação (RDBCI),  
classificada em Qualis A3, contribuiu mais uma publicitação indexada sobre o assunto na  
Brapci. Em conjunto, essas duas revistas compreendem 50% da produção científica, indexada  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
e recuperada na Brapci com os termos já designados acima. Por conseguinte, averigua-se que o  
tema da biossegurança é uma pauta na CI, não obstante, constata-se que isso não resulta em  
uma efetiva produção acadêmica e nem está havendo uma expansão da comunicação científica  
entre tantos outros veículos informacionais inerentes ao campo da CI.  
Prontamente, sobre o que tange à identificação das características da rede de autoria dos  
artigos, a composição dessa produção realça o seguinte perfil: i) entre os oito artigos  
identificados, dois têm autoria única, cinco autoria dupla e um mais de dois autores, indicando  
predomínio de equipes pequenas e possíveis limitações na interação interdisciplinar e na  
expansão das redes de conhecimento. ii) Observa-se, ainda, predominância de pesquisadoras  
do gênero feminino, são 13 autoras, em contraste com cerca de 2 autores do gênero masculino,  
sugerindo papel destacado da participação feminina na liderança ou especialização em  
pesquisas de biossegurança. Esses dados reforçam a necessidade de promover colaborações  
mais amplas e integradas, capazes de fortalecer o impacto e a abrangência da produção  
científica na área.  
Os resultados revelam um total de 15 pesquisadores envolvidos nessa temática, no  
recorte temporal de dez anos e, outro indicativo da análise, mostra a 5/8 (63%) dos quantitativo  
das publicitações foram realizadas em dupla. Desse total, 1/4 dos trabalhos são expressão de  
autoria única e, os outros 1/4 dos artigos são resultam de colaborações entre três e quatro  
estudiosos.  
Com base na análise e perfil da autoria das publicações ressaltam a significativa  
contribuição de autoras femininas que desempenharam um papel pioneiro e precursor na  
pesquisa sobre biossegurança no contexto da CI, todavia, o quantitativo de pesquisadores nesse  
campo não é elevado. No período de análise que abrange os últimos 10 recuperados na Brapci,  
somente dois pesquisadores se destacaram, com duas ou mais publicações. Nomes como Telma  
Abdalla de Oliveira Cardoso (ID Lattes: 5846008743651694, Fundação Oswaldo Cruz) e  
Willian Eduardo Righini de Souza (ID Lattes: 1324550856766024, Instituto Federal de  
Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo) são especialmente relevantes quando se pensa  
na interseção de saberes que dialogam com biossegurança e CI. Ao todo, identifica-se 15  
pesquisadores nesse recorte temporal, sendo a maioria deles (cerca de 87%) do gênero  
feminino.  
Ao consultar o Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil (DGP), que centraliza  
informações sobre os grupos de pesquisa em atividade no país e é mantido pelo Conselho  
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), observa-se que 64 registros e,  
no contexto da CI não existem nenhuns registros de grupos no âmbito da 'biossegurança'. Nota-  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
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se na busca a existência de grupos distribuídos em 22 áreas e, as que tem cinco ou mais grupos  
de pesquisa estão na esfera da Enfermagem, Saúde Coletiva, Odontologia, Medicina e  
Parasitologia. Contudo a representação da temática apresenta uma relação ainda incipiente entre  
as áreas tem um único grupo os terrenos da Administração, Antropologia, Ciências Ambientais,  
Desenho Industrial, Direito e Filosofia por exemplo. Entretanto, há diversas dimensões da  
biossegurança na CI, o que demonstra a necessidade de se fortalecer as interações do ensino,  
pesquisa e extensão e promover um diálogo interdisciplinar mais prioritário da CI para esses  
campos e conhecimentos.  
Ao analisar o painel DGP, constata-se que o descritor ‘biossegurança’ ainda não está  
presente nas linhas de pesquisa da CI no Brasil. É importante salientar que a presença constante  
da biossegurança em diversos produtos, serviços ou atividades de pesquisa em uma Instituição  
de Ensino Superior (IES) é uma condição prévia para sua inclusão no DGP, e não o contrário.  
Isso parece indicar a necessidade de fomentar e promover pesquisas relacionadas à temática no  
âmbito da CI, em espaços como bibliotecas, museus, arquivos, centros de documentação, redes  
de atenção à saúde, coworking e outros ambientes não formais de educação, inovação e  
tecnologia, visando expandir sua inserção, contribuição e a geração de conhecimento.  
Diante da ausência de linhas de pesquisa dedicadas à biossegurança, é evidente que a  
CI corre o risco de ter um número limitado de publicações e contribuições nesse campo. Ao  
analisar os itens documentais recuperados, destaca-se uma maior ênfase nas palavras-chave  
relacionadas à biossegurança, é notável que os itens documentais tendem a se concentrar nas  
áreas da biblioteconomia e arquivística, com pouca representação no contexto da museologia.  
No âmbito da biblioteconomia, as palavras-chave abrangem os seguintes tópicos: a Agenda  
2030, bibliotecas públicas, bibliotecários, medidas sanitárias e protocolos de biossegurança.  
No campo da arquivologia, os termos abordam questões como conservação preventiva,  
exposição a agentes biológicos e pandemia, refletindo a preocupação com a integridade e  
segurança dos documentos arquivísticos em face de ameaças biológicas e crises de saúde  
pública.  
No entanto, é essencial expandir a pesquisa e a atuação da CI para incorporar de forma  
mais abrangente a biossegurança, promovendo uma abordagem holística e integrada frente aos  
desafios emergentes nesse campo. Essa expansão pode envolver colaboração interdisciplinar  
com profissionais de museologia, arquivologia, biblioteconomia e áreas correlatas, assim como  
a integração sistemática de práticas, protocolos e políticas de biossegurança em todas as  
dimensões da CI.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
No plano social, observa-se que o crescente interesse em biossegurança presente em  
setores como saúde pública, farmacêutica, agropecuária, ecologia, computação e sistemas de  
informação tem transformado os questionamentos acadêmicos, influenciando diretamente a  
produção, o gerenciamento e a mediação de informação. Este contexto evidencia a necessidade  
de que bibliotecários, arquivistas e museólogos incorporem a biossegurança como elemento  
central de suas práticas, considerando não apenas a proteção física de acervos e usuários, mas  
também a segurança e a integridade dos fluxos informacionais.  
Dessa forma, assegurar a biossegurança contribui para a transparência, confiabilidade e  
eficiência de produtos e serviços de informação, além de fortalecer o desempenho estratégico  
das instituições em ambientes cada vez mais dinâmicos, complexos e sujeitos a riscos  
biológicos. A integração entre políticas, metodologias e práticas interdisciplinares torna-se,  
portanto, uma dimensão estratégica da gestão da informação, capaz de promover ambientes  
seguros, resilientes e inovadores.  
No âmbito político, observa-se uma crescente pressão para alocar recursos e  
desenvolver políticas públicas que atendam às necessidades de biossegurança da população.  
Além disso, a atenção à biossegurança na CI não só aprimora a qualidade do engajamento com  
a informação, mas também contribui para a criação de ambientes propícios (esfera que situa a  
Figura 2) ao bem-estar dos indivíduos e comunidades (Biossegurança, 2023). Ademais, a CI  
auxilia em múltiplas perspectivas na integração da biossegurança nas políticas de  
desenvolvimento sustentável e agendas globais, reconhecendo sua importância para a proteção  
da vida e do meio ambiente em níveis local, nacional e internacional (Biossegurança, 2023).  
Figura 2 - Nuvem com palavras-chave recuperadas em artigos indexados  
Fonte: os autores, conforme dados e indexações da Brapci - abr. 2024.  
Nesse contexto (Figura 2), é essencial que museus, bibliotecas e arquivos considerem a  
biossegurança como parte integrante de suas práticas e políticas institucionais, promovendo a  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
conscientização, a capacitação e a implementação de medidas preventivas e contingenciais  
conforme a legislação e os normativos da instituição (Biossegurança, 2023). Também, reporta-  
se que a interseção entre biossegurança, sistemas de informação e gestão de riscos apresenta  
desafios e oportunidades únicas para os peopleware (Ardións; Navarro; Cardoso, 2013). Assim,  
garantir um ambiente seguro e saudável não apenas protege os profissionais envolvidos, mas  
também contribui para a preservação, acessibilidade e veracidade dos documentos, sejam eles  
patrimoniais, o que se relacionam ao processos de criação (em arquivos pessoais) da atividade  
científica ou, o que se vinculam à curadoria de dados de pesquisa em repositórios de ensaios  
clínicos e farmacovigilância (Ardións; Navarro; Cardoso, 2013; Biossegurança, 2023).  
Apesar dos avanços na CI, persistem lacunas como a ausência de padronização  
internacional, limitações em educação e treinamento em biossegurança, e questões éticas e  
legais sobre o acesso a informações sensíveis. A pandemia de Covid-19 evidenciou a urgência  
de protocolos robustos, incluindo classificação de risco de materiais e ambientes,  
procedimentos de contenção e descontaminação, uso de equipamentos de proteção individual e  
barreiras físicas, como cabines de segurança biológica. O treinamento contínuo e o  
monitoramento rigoroso são essenciais para a eficácia dessas práticas. Contudo, a  
implementação enfrenta desafios como restrições orçamentárias e obstáculos políticos, que  
podem comprometer a segurança e a integridade de dados e materiais sensíveis.  
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS  
Tendo em vista o objetivo de contribuir à compreensão quali-quantitativa sobre a  
literatura científica entre biossegurança e CI, incluindo arquivologia e biblioteconomia. Assim,  
situar estratégias ou protocolos de atuação nas unidades de informação vem ressaltar a urgência  
de atuar e produzir uma abordagem multidisciplinar e colaborativa para promover a  
biossegurança e mitigar os riscos associados à disseminação de agentes biológicos, protegendo  
assim a saúde pública em escala global.  
Com base nos resultados acima, e na existência de arquivos de atividades científicas  
como laboratórios, há mulheres pioneiras, como Cíntia Moraes Borba, Claudia Jurberg e Maria  
Eveline Castro Pereira (Pereira; Borba; Jurberg, 2009) que desempenham um papel  
fundamental no início do século XXI ao introduzir o tema da biossegurança no campo da CI,  
notadamente ao incluir as redes de informação.  
Nesse contexto, o estudo buscou investigar o quantitativo de artigos publicados sobre  
biossegurança na CI, identificando um total de oito itens documentais entre 2014 e 2023. Essa  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
análise na Brapci permitiu traçar um panorama que engloba seis periódicos indexados (RECIIS,  
RDBCI, RCA, RISC, RFD, REABDF) e 15 pesquisadores ativos nesse campo. Esses artigos  
estão distribuídos ao longo dos anos, com dois itens em 2014 e 2020, e um documento em 2015,  
2021, 2022 e 2023. Em relação à colaboração entre autores, foi observado que a participação  
em dupla ocorreu em 63% das publicações indexadas na Brapci, e os dados recuperados  
indicam que 87% da autoria dessas publicações na CI é feminina.  
Apesar do modesto crescimento da produção acadêmica relacionada à biossegurança na  
CI, muitos periódicos que abordam o tema são de alta qualidade e estão classificados no ‘extrato  
A’ do Qualis Capes Periódicos.  
Em termos qualitativos, pode-se afirmar que a evolução da literatura científica sobre  
biossegurança é influenciada por diversos fatores (como avanços tecnológicos, legislação e  
regulamentação, incidentes e surtos de doenças, investimento em pesquisa e educação e  
conscientização), e possui o potencial de aprimorar a segurança e saúde no ambiente de trabalho  
e pesquisa. Essa literatura aplica-se, em tese, na adoção de normas e medidas com equipamentos  
e materiais adequados, para reduzir óbices biológicos no campo da biossegurança. Dentre esses  
últimos estão os acidentes laboratoriais e a propagação de doenças infecciosas. Já em relação  
às primárias a literatura é aplicável na identificação de indicadores diagnósticos e métricas,  
assim como em campanhas de conscientização e em agendas voltadas para a saúde pública.  
Nesse painel, entende-se que a gestão de documentos de atividades científicas em  
arquivos, bibliotecas, museus e outros locais de risco biológico exige atenção contínua à  
biossegurança. Embora a área tenha avançado, ainda existem lacunas significativas, como a  
falta de padronização internacional, limitações na formação de profissionais e desafios éticos  
no acesso e uso de informações sensíveis. A pandemia de Covid-19 evidenciou a necessidade  
de protocolos adaptáveis que combinem classificação de risco de materiais e ambientes,  
procedimentos de contenção e descontaminação, uso correto de equipamentos de proteção  
individual e barreiras físicas, como cabines de segurança biológica.  
Exemplos concretos incluem o manejo seguro de amostras biológicas em museus de  
história natural, o armazenamento controlado de culturas celulares em laboratórios de pesquisa  
e o tratamento de acervos microbiológicos em arquivos especializados. Entre os desafios estão  
a implementação de protocolos consistentes em instituições com recursos limitados, a  
necessidade de treinamento contínuo e a adaptação das práticas frente a novos riscos biológicos  
ou pandemias futuras. Garantir a biossegurança nessas situações não apenas protege  
profissionais e acervos, mas também assegura a integridade da informação científica,  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
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consolidando a biossegurança como elemento estratégico e indispensável na gestão de  
documentos de atividades científicas.  
Em um quadro de riscos de saúde internacional, em um quadro geral, a globalização das  
medidas de biossegurança pode desempenhar um papel crucial na facilitação da sua  
compreensão e disseminação em todo o mundo. Isso pode impactar em várias áreas em arquivos  
de laboratórios ou outros lugares, incluindo prevenção, organização, resposta a emergências,  
treinamento e manutenção.  
Neste sentido, a construção de uma rede de estudos em biossegurança, alinhada aos  
objetivos de desenvolvimento sustentável, pode ser considerada como parte uma estratégia no  
enfrentamento de óbices à biossegurança em AB&M, nomeadamente nomeadamente o Arquivo  
Central da Universidade Federal de Juiz de Fora, as bibliotecas públicas municipais do Estado  
do Ceará, a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, a Fundação Oswaldo Cruz  
(FIOCRUZ), o Instituto Oswaldo Cruz e a biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência  
e Tecnologia de São Paulo.  
ASKLEPION: Informação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 1-23, e-128, jan./jun. 2026.  
ARTIGO  
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